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Um blog sobre design e fotos para vinhos com case studies, tutoriais e dicas de vinhos, design e fotografia.

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Imagem do Mês de Maio



A Imagem do Hibernus, palavra latina que significa inverno, foi baseada na tiragem deste Espumante que ocorreu no inverno nos meses de Fevereiro e Março, período zodiacal do signo de "Peixes "  que está representado no rótulo através de um traço horizontal e duas curvas laterais.
A garrafa escura, com design maciço,  nos dá a ideia de inverno, a gargantilha da cápsula leva a assinatura do enólogo e toda roupagem foi pensada num vinho que vá denotar caráter e elegância.



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A Escolha do Rótulo


O mercado dos vinhos vem crescendo e esse crescimento tem gerado novos consumidores com novos estilos, novos gostos, o que nos dá novas possiblidades de  desenvolvimento dos rótulos, ao mesmo tempo que deixa o produtor embaralhado diante de tantas ofertas de conceitos e imagens. Neste post, tentaremos organizar os estilos existentes, de forma a contribuir na escolha do rótulo mais adequado para uma determinada marca.


Poderemos considerar, no mercado atual,  três principais tipos de correntes estéticas/formais no que diz respeito ao rótulo:

a) O clássico - Caracteriza-se por uma postura estético /formal, que tanto pode utilizar tendências decorativas exacerbadas, como tedências "minimalistas acentuadas". São destinados a marcas antigas onde observamos
a necessidade de um restyling, ou seja, adaptação do antigo existente aos padrões de estética atuais.
Os rótulos clássicos também são muito utilizados nos mercados fidelizados habituados com este tipo de imagem e que, entretanto, pretendem continuar a transmitir tradição e ancestralidade em suas novas marcas.




















b) O exótico/exuberante - Caracteriza-se pela utilização de elementos de fascinação bastante significativos que podem ser caricaturizados ou não. Para este tipo de rótulo, geralmente se utiliza imagens  de animais, objetos marcantes, letring arrojado, figuras do mundo infantil, etc. São destinados ao mercado jovem e produzem sentimento de aventura, descoberta e afetividade.



















c) O minimal - Caracteriza-se pela simplicidade gráfica, cromática e decorativa. Insere- se  no contexto atual da estética urbana e moda. Sendo mais assimilado por mercados intelectualizados, destina-se ao mercado médio e médio alto.


















As caracterizações do target (o setor do mercado a que se destina o produto), de cada uma das tipologias acima referidas, influenciam na aceitação ou rejeição da imagem, e devem ser consideradas e analisadas com bastante atenção no primeiro momento  da elaboração de um projecto. A partir daí, é que se define tipo de  rótulo mais adequado à marca e aos interesses do produtor.
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Foto para vinhos: Como reconhecer uma boa foto para vinhos


Foto de composição propositadamente sub exposta

Hoje em dia, a publicidade exige da equipa designer/fotógrafo, muito mais do que exigia há alguns anos atrás. A criatividade, a estética, o conceito do produto e o que se quer transmitir é que vão balizar aquilo que seria considerado uma boa fotografia para um determinado tipo de produto.
Não fugindo aqui do que seria considerado o usual, mas também deixando em aberto a criatividade da equipa, vamos tentar analisar quais são os requisitos para uma "boa" fotografia de vinho.
Primeiramente , gostaria de colocar os três tipos de fotos mais usadas no sector: Fotografia de garrafa em pé, fotografia de pormenor e fotografia de composição.


Fotografia de garrafa em pé - Geralmente utilizada nas fichas técnicas, estas fotos devem reproduzir o produto tal qual ele é. Deve ter-se em atenção à fidelidade das cores, ou seja, as cores na imagem fotográfica devem ser fiéis ao produto em si, para que o consumidor saiba reconhecer na montra o produto que ele viu através de uma imagem. A marca deve ser bem visível na foto, bem focada e limpa. É desejável que uma boa fotografia de garrafa em pé tenha todas as letras das palavras e textos limpas e legíveis num tamanho A4. O brilho ou a luz não devem prejudicar a leitura, nem "queimar" o lado onde incidem. Aqui, faz-se uma exceção às palavras escritas em dourados ou prateados em que, nestes casos, será impossível para o fotógrafo fazer uma imagem realçando o brilho da impressão de ouro ou prata nas letras, sem que haja alguma perda na leitura.
Uma boa foto de vinho também costuma deixar visível os trabalhos de cunho, braille e textura do papel, quando estes existem,
os detalhes de impressão da cápsula também não devem ser esquecidos, afinal, o objetivo da imagem feita através da fotografia é reproduzir o produto tal qual ele é.
A fotografia de garrafa em pé vem sendo usada com muita frequência em fichas técnicas, roll ups, lojas on line, publicidades, sites, enfim, costuma ser, talvez pela sua versatilidade e objetividade, a fotografia mais utilizada na área dos vinhos.

Foto de Pormenor com foco seletivo
Fotografia de pormenor - Este tipo de fotografia já permite ao fotógrafo/designer criar um ambiente mais intimista usando a luz para esse propósito. Fotos com a luz esteticamente "estourada" ou propositadamente sub expostas (um pouco escura) muitas vezes podem criar o ambiente desejado pelo fotógrafo/designer, ou um efeito bonito e interessante, quando usada por quem entende de composição fotográfica. Aliás, neste tipo de fotografia deve se ter atenção muito especial à composição. Aqui, não basta apenas enquadrar o rótulo no visor da máquina fotográfica. Tenho visto neste tipo de fotografia muitos erros  no que diz respeito à composição, o que resulta numa imagem sem graça e até mesmo feia.
Embora se façam fotos de pormenor onde o rótulo poderá aparecer totalmente focado, costuma-se também ver neste tipo de fotografia, o pormenor que se quer mostrar bem focado (foco seletivo) seguindo-se de um desfoque intencional que confere profundidade e realça a volumetria da garrafa que está por trás do rótulo. Neste tipo de foto, algumas letras e textos contidos no rótulo poderão aparecer ilegíveis.
O que caracteriza uma "boa" fotografia de pormenor é a composição e, como na foto de garrafa em pé, que se façam visíveis os trabalhos de cunho, verniz braille e textura do papel, quando existentes. Este tipo de fotografia é muito utilizada nas publicidades em geral e chama a atenção do consumidor para a marca ou para um detalhe qualquer existente na imagem do rótulo.
Fotografia de composição
Fotografia de composição - São imagens feitas em conjunto com o designer em que há uma cena, cenário ou elementos para se criar um ambiente ou fortalecer um conceito. As fotos de composição podem também ser utilizadas juntamente com desenhos e grafismos e exige criatividade da equipa, muita técnica por parte do fotógrafo e, em muitos casos, a junção de programas vetoriais(desenhos) com programas de imagem (foto).
Essas imagens são muito utilizadas nas publicidades.

Finalmente, gostaria de sugerir a leitura do post Como escolher o Brilho da Garrafa para complementar as informações deste post.  

Mais alguns exemplos de fotos:


Foto de composição com grafismos


Foto de composição


Foto Pormenor sem foco seletivo

Foto Garrafa em Pé


( Moema Quintas)


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Bag in Box


Produto que veio substituir os antigos garrafões  pela sua praticidade e plasticidade, reduzindo o espaço necessário de estocagem com acentuadas melhorias de conservação do produto , já que este é embalado a vácuo.

É simultâneamente garrafa e caixa, eliminando-se assim a rolha, o rótulo e a cápsula. Apenas é utilizado em vinhos de baixa gama, não só pela especificidade do produto, como também, e ainda, pela aceitação nos públicos por esse tipo de embalagem.

O tratamento gráfico a desenvolver nesses casos, não só por que as dimensões existentes são de 5, 10 e 20 litros, mas também atendendo a tipologia do produto/ mercado, deverá ser desenvolvido segundo conceitos baseados numa acentuação, quer através da cor, quer através de elementos plásticos que compõem a comunicação.

Contudo, essa embalagem, acreditamos, poderá condicionar produto de melhor qualidade. Nos países nórdicos esta tendência já se verifica, mas, nos países produtores de vinho por excelência , a mística da garrafa e todo ritual de sua abertura à mesa, continua associada a esta cultura.

É óbvio que não queremos com isso dizer que deveremos colocar um vinho que foi tratado em casco de madeira ou que precisa de estágio em garrafa, numa embalagem do tipo bag in box, mas, esta embalagem continuará a ser sempre mais económica para o produtor e consumidor e continuará a ter  custos reduzidos ao nível de produção, armazenamento e transporte.

No panorama nacional, o bag in box, por ser um produto que se destina a um mercado específico, não tem vindo a apresentar soluções gráficas e estéticas como já se verifica nas garrafas.Mas, acredito que com o mercado do vinho em expansão, a tendência será de maior cuidado por parte dos produtores e maior exigência, por parte dos consumidores, o que irá requerer do designer um maior esforço de desenvolvimento projetual e criativo
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A Cápsula


O Packaging dos vinhos está distribuído por vários elementos. A cápsula, o capsulão, a rolha, a garrafa ou bag in box, a caixa e o rótulo/ contra rótulo; que se distribuem nas áreas de protecção, acondicionamento e comunicação. Os elementos gráficos apensos a estes componentes constituem o elemento comunicacional do produto em função do mercado a que se destina.

A cápsula / capsulão é um  elemento que deverá ser considerado com maior atenção, pois é a parte mais visível num amontoado de garrafas numa montra.
Terá de deixar de ser uma peça secundária para se tornar mais um fator de comunicação. As cápsulas, que até então eram produzidas em estanho, por ser um material de elevado custo, foram substituídas por PVC(plástico) ou compósito, uma mistura de estanho e alumínio que substitui com eficiência o estanho.

O PVC, um plástico retráctil, pode causar efeitos nefastos na sua aplicação e visualização derivado das capsuladoras existentes na empresa. Este material, pelo seu baixo custo é mais indicado para produtos de menor valor. 
Cápsula em compósito com impressão fotografica em P&B
Por outro lado, os compósitos são mais fiáveis na sua aplicação , acabamento e visualização. O diferencial de custos entre os últimos e estes justificam a sua aplicação em produtos de melhor qualidade e preço.
Nunca se poderá desenvolver um tratamento gráfico numa cápsula como se desenvolve num rótulo cujo suporte é o papel, existem constrangimentos técnicos.

A impressão de uma imagem fotográfica, por exemplo, numa cápsula que é impressa em quadricomia(colorida) não resultará, exceptuando-se o caso dessa imagem ser em grayscale(preto e branco) produzida por sistema de cilindro. 
Como o PVC é um material que se retrai, a estampagem tem tendência a fissuras devido à dilatação e contracção do material, quando a estampagem é feita por  serigrafia este defeito não é tão acentuado, sendo o processo de impressão normal,  oferece melhores garantias de um bom resultado final. Nos compósitos, o processo de estampagem e serigrafia funciona muito melhor  e com menos riscos porque este material não é tão retráctil como o PVC.
Cápsulas em compósito com impressão de textos bem executada

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Foto para vinhos : Como escolher o brilho da garrafa

Foto: Moema Quintas
Para fotografar garrafas de vinhos , não basta apenas ter um bom equipamento, é necessário técnica, estudo, dedicação e principalmente experiência. Neste post, gostaria de dar algumas dicas sobre como escolher o brilho da garrafa.
 
Os brilhos mais usados são: brilho duplo, brilho lateral, brilho difuso, direto e sem brilho.
 
Brilho lateral direto
Foto: Moema Quintas
Brilho duplo - Brilho nos dois lados da garrafa. Esse brilho, embora seja muito utilizado, é contra indicado, pois interfere na visão geral do produto, pois,  ao chamar atenção demasiada à garrafa, tira atenção do rótulo provocando muitos ruídos na imagem. Tenho visto verdadeiros "desenhos rebuscados" a cada lado da garrafa.
 
Brilho lateral - É um brilho único, colocado apenas num dos lados. Este brilho deve ser sempre colocado ao lado esquerdo para conferir uma melhor visualização, e realçar a volumetria da garrafa. O brilho lateral direto fica bem na maioria dos rótulos, embora se deva evitar nos rótulos com papéis brilhantes, com muitos dourados e prateados.
 
Brilho Difuso - Também este, deve ser colocado à esquerda da garrafa. Fica muito bem em garrafas fôscas e nos vinhos que se servem frescos. Algumas vezes, quando utilizado, têm-se a impressão de que a garrafa é fôsca. 
Fica bem nos rótulos com papel brilhante e muitos dourados e prateados.
 
Sem brilho
Foto: Moema Quintas



Sem brilho - Muito utilizado na fotografia dos uísques e bebidas espirituosas, fica bem em rótulos com bastante brilho de dourados e pratas ou rótulos transparentes. Dependendo da maneira como é trabalhado, ou mesmo da forma da garrafa, pode deixar a imagem chapada, sem volumetria.
( Moema Quintas)
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Breve História da Embalagem - Parte II

Depois da segunda guerra mundial, as residências sofreram grandes transformações. A geladeira, a televisão com seus anúncios, os eletrodomésticos e a onda de prosperidade que varreu o planeta fizeram o consumo explodir.
Os supermercados se tornavam cada vez maiores, e surgiram os hipermercados impulsionados pela popularização do automóvel que permitia levar grandes quantidades de compras para casa. Com isso, a embalagem sofisticou-se em todos os sentidos, e se diferenciou através de uma ampla gama de materiais, processos e tecnologias. 
Atualmente, vanguarda do sector aponta para as embalagens activas que aquecem, esfriam ou interagem com o produto, as inteligentes que desempenham funções programadas como acusar descongelamento ou perda de vácuo e indicar a temperatura ideal de consumo.
Código de Barras

A Smart Tag RFID (etiqueta de identificação por radiofreqüência), provavelmente irá substituir o código de barras e permitir que se passe com o carrinho cheio pelo caixa com um único “bip”, sem ter de registar cada produto individualmente, além de permitir o rastreamento avançado de todas as movimentações do produto desde o momento em que ele sai da fábrica. A nanotecnologia,vai dar contributo reduzindo custos, melhorando a performance dos materiais na resistência e proteção dos produtos e propiciando a criação de novas soluções. O conceito de “Inteligência de Embalagem” será adotado para cuidar da gestão deste importante ítem da actividade das empresas. Isto fará com que a embalagem passe a integrar o planejamento estratégico empresarial, fazendo com que a embalagem assuma um novo papel na gestão de  negócios.
QR Code ou Código QR

Os Atuais QR-codes ou código QR, um código de barras bidimensional com leitura feita através dos telemóveis e que já está em uso há algum tempo, pode conter todas as informações do produto, desde a morada, site, telefone, email do produtor e até, no caso dos vinhos, fichas técnicas e informações sobre comidas que harmonizam bem com o vinho em questão.
Cremos que, para atender os desejos dos consumidores e necessidades dos produtores e distribuidores, a embalagem continuará evoluindo através dos tempos.
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Breve História da Embalagem - Parte I


Há indícios de que as primeiras noções de embalagem remontam à origem do homem, cerca de 500 mil anos atrás, na época do ancestral Pitecantropo. Criadas, inicialmente, para conter e transportar água e alimentos, as primeiras embalagens eram constituídas por elementos encontrados na natureza, como chifres ocos, crânios de animais e grandes conchas.

Aproximadamente 4.000 a.C., na antigüidade, aparece a escrita. Nesta época, inicia-se o intercâmbio de mercadorias entre a Mesopotâmia e o Egipto. A embalagem, com conceito de contenção para transporte, armazenamento e finalidades comerciais, teve origem neste período. 
Por volta do ano 3.000 a.C., os egípcios iniciaram a confecção de garrafas de vidro, a partir da moldagem em areia. Eram recipientes rústicos, usados para acondicionar óleos, perfumes e cosméticos.


Garrafa de vidro egípcia
Com a evolução nos meios de transporte e intensificação do comércio, surge a necessidade de proteger os produtos transportados, evitando-se perdas e contaminações. O precursor do barril é desenvolvido nesta época.
Em 751 d.C., os árabes capturam fabricantes chineses e aprendem a produzir papel a partir de fibras de linho, como faziam os orientais. A partir de então, a técnica de produção do papel, que com o tempo revolucionou o mercado das embalagens, passou a ser difundida pela Europa.

A queda de Constantinopla, em 1453, marca o fim da Idade Média e início da Idade Moderna. Com a Expansão Marítima, surgem novas tecnologias. A indústria farmacêutica começa a utilizar embalagens na venda de produtos. Eram frascos de vidro arrolhados, selados com cera e identificados por rótulos escritos à mão.

Os rótulos, escritos a mão, depois de Gutemberg, passaram a ser impressos em tipografia.

No final do século XIX, criam-se as técnicas de fotografia, proporcionando novo layout e redução de custos para a produção de embalagens. O consumidor fica mais exigente, analisa qualidade e segurança das mercadorias. Surgem as primeiras legislações sobre o assunto e inicia-se a preocupação com o aspecto mercadológico da embalagem.


Em 1798 surge na França a máquina de fazer papel inventada por Nicolas Lois Robert e na Bavaria Alois Senefelder cria o princípio da litografia que permitiu a impressão em cores. Com isso, já em 1830 os rótulos coloridos eram amplamente utilizados gerando uma arte gráfica de grande beleza que fez com que as embalagens aumentassem ainda mais seu poder de atração.

Com a revolução industrial surge a sociedade moderna e o mundo mudou de fisionomia para sempre. As máquinas mudaram o conceito de tempo e escala de produção, permitindo confeccionar o que antes era inimaginável e uma onda de progresso varreu a Terra.

Em 1930, um merceeiro chamado Michael Kullen criou o conceito do supermercado. Para reduzir os custos, ele eliminou os balconistas fazendo com que os consumidores apanhassem, eles mesmos, as embalagens nas prateleiras. A sua loja, King Kullen, foi logo copiada graças ao grande sucesso.

A substituição do balconista obrigou a uma alteração radical na rotulagem das embalagens que tiveram que assumir a tarefa de informar o consumidor e de vender o produto, tarefa que antes era feita pelo balconista. Com esta necessidade, surge a embalagem moderna e as funções mercadológicas ganham cada vez mais espaço e importância.

Rótulo impresso em 1930 e cunhado individualmente

Rótulo antigo cuja a imagem continua a ser utilizada



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