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Um blog sobre design e fotos para vinhos com case studies, tutoriais e dicas de vinhos, design e fotografia.

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A forma dos rótulos e embalagens

A forma é uma consequência natural da disposição regular ou irregular de um agrupamento de linhas que pelo seu conjunto delimitam o espaço. É a primeira percepção do ser humano à realidade. Ela engloba e transmite um conjunto de informações em vista a um objetivo  específico.
No packaging, as formas mais utilizadas são o quadrado, o retângulo e algumas outras formas irregulares. Quando utilizadas em rótulos ou etiquetas, tem constrangimentos ao nível do suporte onde irão ser aplicadas.

Assim, nas garrafas do tipo Borgonha, mais redondas e mais bojudas, as formas retangulares não são muito aconselháveis na vertical. Devido ao constrangimento imposto, esta forma poderá e deverá ser utilizada na horizontal.

Garrafa borgonha com rótulo irregular horizontal. Esse rótulo foi executado há 10 anos atrás e, ainda hoje, continua atual


Tal como a linha, a forma rectangular sugere passividade, indolência e repouso. Terá que ser contrariada na sua composição estética informativa através da marca ou através de elementos apelativos com sinais ou artifícios conforme se destine a um determinado tipo de mercado, contrariando, deste modo, essa sugestão.

Dependendo, dever-se-á utilizar desequilíbrios estéticos provocando dinamismo mais acentuado ou subtil de acordo com o mercado alvo.
Quando falamos em desequilíbrios estamos a referir-nos a regras estéticas que são comuns às artes plásticas, por que esteticamente um pequeno rectângulo de 8cm por 10 cm comporta-se, tal qual uma tela de 80cm por 100cm.
Em  outro tópico revelaremos a divisão estética que deverá ser utilizada em qualquer espaço deste tipo.

Por seu lado, nas garrafas do tipo bordalesa, reportando-nos a forma rectangular, os rótulos deverão ser utilizados na vertical, por que, na bordalesa, pela sua forma esguia e cilíndrica e seu diâmetro de 8cm, se de utilizarmos o rectângulo na horizontal, ficará com pouca largura, com pouco espaço de visibilidade, de informação e de composição estética.
Há teóricos que continuam a apostar neste tipo de garrafa da forma rectangular na horizontal esquecendo-se que numa montra, onde existem milhares de marcas diferentes, há que chamar o mais possível a atenção através do volume gráfico do rótulo. Um rótulo colocado nesta posição também contraria a dinâmica estrutural do próprio objecto.

Em relação as formas irregulares é de evitar as formas triangulares e que, pelos seus ângulos agudos, sugerem agressividade e que têm também constrangimentos na aplicação.
garrafa bordalesa troncocônica com rótulo irregular vertical












Em relação as formas sensuais, onde predominam as curvas, estas podem ser utilizadas nestes dois tipos de invólucro, podendo-se também eliminar essa sugestão de sensualidade através dos elementos gráficos, de fascinação ou de equilíbrio.

No que diz respeito às embalagens propriamente ditas, as formas mais usuais são sem dúvida as regulares pela dificuldade, em termos de custos e técnicas, de desenvolver
outras formas volumétricas, restando ao designer a sua capacidade criativa de desenvolver num poliedro a fascinação adequada à apetência do público. Deve, contudo, neste caso, obedecer a regras elementares de composição e equilíbrio estético tal qual um pintor executa uma obra de arte.
(António Quintas)
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Imagem do Mês de Junho


Esta imagem trás o conceito das "Imagens Impossíveis". Para chegar a esse conceito, partimos do logotipo da empresa que é representado por uma rosa azul.Percebemos no logotipo a impossibilidade de existência de uma Rosa azul e da busca por algo impossível, " a perfeição".  A busca da perfeição de um vinho é simbolizada através das imagens impossíveis que ilustram os rótulos desta empresa. No ano passado fizemos o Ninfa branco, tinto e Lapa dos Gaivões tinto, neste ano fomos chamados a dar continuidade a sequência dos rótulos com o Ninfa escolha e Lapa dos Gaivões Grande Reserva.

Os rótulos são sofisticados e ao mesmo tempo modernos e lúdicos, o que traduz o carácter da empresa formada por duas gerações.


O rótulo  Ninfa Tinto, trás um pergaminho , onde supostamente estaria escrito a história da Ninfa.

O pergaminho está dobrado ou enrolado?
O Ninfa Escolha trás o que seriam os supostos cabelos da ninfa

Onde começam e acabam os cabelos?








Lapa dos Gaivões é um conjunto de rochas com pinturas rupestres Localizadas na Serra dos Louções
A imagem trás um nivelamento destas rochas.

Quantos sólidos há nesta imagem?






Os aneis da ninfa se entrelaçam por fora ou por dentro?














Assista abaixo um vídeo explicativo desta série de imagens:

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Imagem do Mês de Maio



A Imagem do Hibernus, palavra latina que significa inverno, foi baseada na tiragem deste Espumante que ocorreu no inverno nos meses de Fevereiro e Março, período zodiacal do signo de "Peixes "  que está representado no rótulo através de um traço horizontal e duas curvas laterais.
A garrafa escura, com design maciço,  nos dá a ideia de inverno, a gargantilha da cápsula leva a assinatura do enólogo e toda roupagem foi pensada num vinho que vá denotar caráter e elegância.



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O Conceito na Imagem dos Vinhos

Um conceito forte é um passo decisivo para o sucesso do projeto a desenvolver. Segundo este, são definidas regras que são consequência de uma pesquisa sobre um determinado tema ou ideia. O Conceito define uma história que está inserida na mensagem que se pretende transmitir e é baseado numa fundamentação que deriva da marca. Assim, poderemos encontrar a respectiva fundamentação do conceito em quatro vertentes: direta, indireta, subentendida e abstrata.

Fundamentação direta - é aquela que está diretamente associada à imagem ou ao objeto que representa a marca.

Fundamentação indireta - elimina alguns pressupostos demasiadamente evidentes para se concentrar em alguns elementos que os substituem.

Fundamentação subentendida - a imagem real é eliminada dando lugar a outra que poderá ter o mesmo significado.

Fundamentação abstrata - elimina toda a representação visual da imagem ou objecto transformando-a em códigos. 

Cabe ao designer decidir o tipo de fundamentação que irá utilizar de acordo com a marca versus mercado.




Casos práticos

Fundamentação Direta
Utilizamos a fundamentação direta no conceito desta marca que resultou na imagem do Moinho, tão comum na paisagem da Estremadura, embora representado através de um catavento.

Fundamentação Indireta
A imagem da Quinta do Mourão foi baseada num texto do século XIX e num brasão do século XIV existente numa capela da quinta. Fomos buscar no brasão, o desenho de uma estrela de cinco pontas , e, através desta estrela, representamos as 5 Quintas da empresa. Uma das pontas é destacada e representa a Quinta Mãe, ou seja, a Quinta do Mourão. Os socalços do Douro também estão representados na forma dos braços da estrela.
O produto comercializado desta empresa é destinado ao segmento alto. Privilegiamos, o aspecto cultural e a tradição de família no fabrico do vinho. O slogan construído para essa empresa " Há tradições que se cultivam" insere em si todo o conceito de imagem desenvolvido.


 Fundamentação Subentendida
No rótulo da Quinta de São Tiago, toda a Quinta e a região onde ela está inserida está representada por um cristal de gelo que simboliza o frio e a neve da Serra da Estrela.

Fundamentação Abstrata

No rótulo Alfocheiro de Tazen, as curvas do brasão do logotipo estão representadas de forma abstrata no cortante do rótulo.

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O Rótulo


Gostaria de fazer neste post,  apenas a introdução de um assunto que, devido a sua importância, estará sempre em destaque nas nossas conversas: " O Rótulo"

O rótulo é o elemento do packaging mais associado à imagem do vinho. Pela sua reduzida dimensão, é o maior desafio para quem trabalha nesta área. Ele deverá conter em si toda uma carga informativa que cative, através da sua estrutura de composição gráfica, a apetência do mercado ao produto.
É o rosto de uma marca ou produto, é a parte da vestimenta da garrafa que está mais diretamente ligada ao consumo, quase nos atreveríamos dizer que é o bilhete de identidade da empresa, através dele se poderá mostrar a estratégia ou política empresarial, a boa ou menor qualidade do produto, a maior ou menor fidelização do cliente, é o elemento sensível da área dos vinhos.
É fácil verificarmos quando pesquisamos tendências e produtos que os canais de informação dão um realce especial ao rótulo, nele poderemos utilizar processos ou técnicas que não serão possíveis em outros elementos do packaging, enriquecendo-o, portando, com propostas poéticas e plásticas, transformando-o  num elemento de fascinação.
Por utilizar processos criativos e estéticos, embora com uma função calculada de atingir um objectivo e e destinado à produção em série, poderia ou deveria ser encarado como uma pequena obra de arte num espaço reduzido.
Para este elemento, existem vários tipos de papel e técnicas que em um outro momento abordaremos.

Como deve ser um rótulo e a sua importância no contexto actual da filosofia de Mercado:

1. deve atrair a atenção.
2. deve informar
3. deve sugerir o que se pode esperar da qualidade do conteúdo

Sabe-se, que mais da metade dos consumidores compram um vinho pela primeira vez, guiando-se apenas pela imagem.Fazem as suas compras por impulso. É o mercado mais dificil de trabalhar, satisfazer e cativar.
É o triunfo da imagem sobre o conteúdo, em questões de aceitação dos produtos pelo mercado.
Também é lógico, que se considere que uma garrafa por melhor que seja o seu conteúdo, se não tiver um bom rótulo não vende.
A imagem converte-se assim no mais importante fator para a aceitação do vinho. Deve fascinar e transmitir sonhos, pois a mudança dos hábitos de beber vinho, faz com que hoje em dia esse consumo seja reflexo de um estilo de vida.
(António Quintas)
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Foto para vinhos: Como reconhecer uma boa foto para vinhos


Foto de composição propositadamente sub exposta

Hoje em dia, a publicidade exige da equipa designer/fotógrafo, muito mais do que exigia há alguns anos atrás. A criatividade, a estética, o conceito do produto e o que se quer transmitir é que vão balizar aquilo que seria considerado uma boa fotografia para um determinado tipo de produto.
Não fugindo aqui do que seria considerado o usual, mas também deixando em aberto a criatividade da equipa, vamos tentar analisar quais são os requisitos para uma "boa" fotografia de vinho.
Primeiramente , gostaria de colocar os três tipos de fotos mais usadas no sector: Fotografia de garrafa em pé, fotografia de pormenor e fotografia de composição.


Fotografia de garrafa em pé - Geralmente utilizada nas fichas técnicas, estas fotos devem reproduzir o produto tal qual ele é. Deve ter-se em atenção à fidelidade das cores, ou seja, as cores na imagem fotográfica devem ser fiéis ao produto em si, para que o consumidor saiba reconhecer na montra o produto que ele viu através de uma imagem. A marca deve ser bem visível na foto, bem focada e limpa. É desejável que uma boa fotografia de garrafa em pé tenha todas as letras das palavras e textos limpas e legíveis num tamanho A4. O brilho ou a luz não devem prejudicar a leitura, nem "queimar" o lado onde incidem. Aqui, faz-se uma exceção às palavras escritas em dourados ou prateados em que, nestes casos, será impossível para o fotógrafo fazer uma imagem realçando o brilho da impressão de ouro ou prata nas letras, sem que haja alguma perda na leitura.
Uma boa foto de vinho também costuma deixar visível os trabalhos de cunho, braille e textura do papel, quando estes existem,
os detalhes de impressão da cápsula também não devem ser esquecidos, afinal, o objetivo da imagem feita através da fotografia é reproduzir o produto tal qual ele é.
A fotografia de garrafa em pé vem sendo usada com muita frequência em fichas técnicas, roll ups, lojas on line, publicidades, sites, enfim, costuma ser, talvez pela sua versatilidade e objetividade, a fotografia mais utilizada na área dos vinhos.

Foto de Pormenor com foco seletivo
Fotografia de pormenor - Este tipo de fotografia já permite ao fotógrafo/designer criar um ambiente mais intimista usando a luz para esse propósito. Fotos com a luz esteticamente "estourada" ou propositadamente sub expostas (um pouco escura) muitas vezes podem criar o ambiente desejado pelo fotógrafo/designer, ou um efeito bonito e interessante, quando usada por quem entende de composição fotográfica. Aliás, neste tipo de fotografia deve se ter atenção muito especial à composição. Aqui, não basta apenas enquadrar o rótulo no visor da máquina fotográfica. Tenho visto neste tipo de fotografia muitos erros  no que diz respeito à composição, o que resulta numa imagem sem graça e até mesmo feia.
Embora se façam fotos de pormenor onde o rótulo poderá aparecer totalmente focado, costuma-se também ver neste tipo de fotografia, o pormenor que se quer mostrar bem focado (foco seletivo) seguindo-se de um desfoque intencional que confere profundidade e realça a volumetria da garrafa que está por trás do rótulo. Neste tipo de foto, algumas letras e textos contidos no rótulo poderão aparecer ilegíveis.
O que caracteriza uma "boa" fotografia de pormenor é a composição e, como na foto de garrafa em pé, que se façam visíveis os trabalhos de cunho, verniz braille e textura do papel, quando existentes. Este tipo de fotografia é muito utilizada nas publicidades em geral e chama a atenção do consumidor para a marca ou para um detalhe qualquer existente na imagem do rótulo.
Fotografia de composição
Fotografia de composição - São imagens feitas em conjunto com o designer em que há uma cena, cenário ou elementos para se criar um ambiente ou fortalecer um conceito. As fotos de composição podem também ser utilizadas juntamente com desenhos e grafismos e exige criatividade da equipa, muita técnica por parte do fotógrafo e, em muitos casos, a junção de programas vetoriais(desenhos) com programas de imagem (foto).
Essas imagens são muito utilizadas nas publicidades.

Finalmente, gostaria de sugerir a leitura do post Como escolher o Brilho da Garrafa para complementar as informações deste post.  

Mais alguns exemplos de fotos:


Foto de composição com grafismos


Foto de composição


Foto Pormenor sem foco seletivo

Foto Garrafa em Pé


( Moema Quintas)


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Bag in Box


Produto que veio substituir os antigos garrafões  pela sua praticidade e plasticidade, reduzindo o espaço necessário de estocagem com acentuadas melhorias de conservação do produto , já que este é embalado a vácuo.

É simultâneamente garrafa e caixa, eliminando-se assim a rolha, o rótulo e a cápsula. Apenas é utilizado em vinhos de baixa gama, não só pela especificidade do produto, como também, e ainda, pela aceitação nos públicos por esse tipo de embalagem.

O tratamento gráfico a desenvolver nesses casos, não só por que as dimensões existentes são de 5, 10 e 20 litros, mas também atendendo a tipologia do produto/ mercado, deverá ser desenvolvido segundo conceitos baseados numa acentuação, quer através da cor, quer através de elementos plásticos que compõem a comunicação.

Contudo, essa embalagem, acreditamos, poderá condicionar produto de melhor qualidade. Nos países nórdicos esta tendência já se verifica, mas, nos países produtores de vinho por excelência , a mística da garrafa e todo ritual de sua abertura à mesa, continua associada a esta cultura.

É óbvio que não queremos com isso dizer que deveremos colocar um vinho que foi tratado em casco de madeira ou que precisa de estágio em garrafa, numa embalagem do tipo bag in box, mas, esta embalagem continuará a ser sempre mais económica para o produtor e consumidor e continuará a ter  custos reduzidos ao nível de produção, armazenamento e transporte.

No panorama nacional, o bag in box, por ser um produto que se destina a um mercado específico, não tem vindo a apresentar soluções gráficas e estéticas como já se verifica nas garrafas.Mas, acredito que com o mercado do vinho em expansão, a tendência será de maior cuidado por parte dos produtores e maior exigência, por parte dos consumidores, o que irá requerer do designer um maior esforço de desenvolvimento projetual e criativo
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A Rolha



Quem está na área dos vinhos, sabe que a rolha é um dos ítens mais caros dos elementos da embalagem. Uma rolha de má qualidade pode comprometer toda colheita e até mesmo uma marca. Mas, vamos falar da rolha mais precisamente.
A rolha de cortiça é um produto natural de constituição celular, leve, de grande flexibilidade, reciclável e biodegradável.  Não apodrece quando submersa, o que faz da cortiça um produto impermeável contra gases e líquidos. Nenhum outro produto, seja natural ou artificial, tem propriedades semelhantes ou comparáveis.

No século XVII, com o transporte de vinhos em franco crescimento, a cortiça conquistou um confortável estatuto, impulsionada pelo Monge Beneditino D. Pérignon. Ao constatar que os vinhos da região de Champagne tendiam a desenvolver uma espuma natural sob pressão no interior das garrafas de vidro, e influenciado pelos peregrinos de Compostela cujas marmitas eram vedadas com cortiça, ele resolveu aplicar este mesmo material nas suas garrafas. Da excelente performance, fez nascer uma poderosa aliança entre a rolha de cortiça e a garrafa de vidro.
Tipos de rolha:
Rolhas Naturais- São rolhas extraídas diretamente da cortiça e que, desta forma, são 100% naturais.
Rolhas Colmatadas-São rolhas que têm os poros cobertos com produtos naturais e colas.
Rolhas Aglomeradas- Rolhas que são inteiramente feitas de granulados com cola e moldadas num corpo cilíndrico.
Rolhas Técnicas- As rolhas técnicas são constituídas por um corpo de aglomerado muito denso com discos de cortiça natural colados nos topos.
Rolhas com Cápsula- Em cada uma destas rolhas é colocada uma cápsula de madeira, PVC, vidro ou metal num dos topos, permitindo-lhe assim que seja usada várias vezes.
Rolhas sintéticas- Imitam as de cortiça natural.
A rolha, quando timbrada com a marca ou o nome da empresa, poderá ter uma relativa importância na comunicação a posteriori e torna-se um objeto de merchandising, pois permanece na mesa durante toda a refeição. Tenho visto algumas pessoas que colecionam ou guardam a rolha, quando o momento em que o vinho foi bebido tratava-se de uma ocasião especial.
Além das rolhas, Hoje, um número crescente de vinhos de boa qualidade chega ao mercado com tampas de rosca(screw caps), como as que são utilizadas há muito nas garrafas de algumas bebidas espirituosas. 

Screw caps em vinho de qualidade

No contexto cultural dos vinhos, achamos  que a rolha de cortiça, não só por ser um produto de prestígio e nacional (Portugal é o maior produtor de cortiça do mundo), mas também pela sua mística,  a rolha de cortiça continuará a ser muito utilizada nos vinhos. Importa referenciar aqui a Corticeira Amorim pela sua aposta na cortiça Nacional.

(António Quintas)
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A Cápsula


O Packaging dos vinhos está distribuído por vários elementos. A cápsula, o capsulão, a rolha, a garrafa ou bag in box, a caixa e o rótulo/ contra rótulo; que se distribuem nas áreas de protecção, acondicionamento e comunicação. Os elementos gráficos apensos a estes componentes constituem o elemento comunicacional do produto em função do mercado a que se destina.

A cápsula / capsulão é um  elemento que deverá ser considerado com maior atenção, pois é a parte mais visível num amontoado de garrafas numa montra.
Terá de deixar de ser uma peça secundária para se tornar mais um fator de comunicação. As cápsulas, que até então eram produzidas em estanho, por ser um material de elevado custo, foram substituídas por PVC(plástico) ou compósito, uma mistura de estanho e alumínio que substitui com eficiência o estanho.

O PVC, um plástico retráctil, pode causar efeitos nefastos na sua aplicação e visualização derivado das capsuladoras existentes na empresa. Este material, pelo seu baixo custo é mais indicado para produtos de menor valor. 
Cápsula em compósito com impressão fotografica em P&B
Por outro lado, os compósitos são mais fiáveis na sua aplicação , acabamento e visualização. O diferencial de custos entre os últimos e estes justificam a sua aplicação em produtos de melhor qualidade e preço.
Nunca se poderá desenvolver um tratamento gráfico numa cápsula como se desenvolve num rótulo cujo suporte é o papel, existem constrangimentos técnicos.

A impressão de uma imagem fotográfica, por exemplo, numa cápsula que é impressa em quadricomia(colorida) não resultará, exceptuando-se o caso dessa imagem ser em grayscale(preto e branco) produzida por sistema de cilindro. 
Como o PVC é um material que se retrai, a estampagem tem tendência a fissuras devido à dilatação e contracção do material, quando a estampagem é feita por  serigrafia este defeito não é tão acentuado, sendo o processo de impressão normal,  oferece melhores garantias de um bom resultado final. Nos compósitos, o processo de estampagem e serigrafia funciona muito melhor  e com menos riscos porque este material não é tão retráctil como o PVC.
Cápsulas em compósito com impressão de textos bem executada

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Foto para vinhos : Como escolher o brilho da garrafa

Foto: Moema Quintas
Para fotografar garrafas de vinhos , não basta apenas ter um bom equipamento, é necessário técnica, estudo, dedicação e principalmente experiência. Neste post, gostaria de dar algumas dicas sobre como escolher o brilho da garrafa.
 
Os brilhos mais usados são: brilho duplo, brilho lateral, brilho difuso, direto e sem brilho.
 
Brilho lateral direto
Foto: Moema Quintas
Brilho duplo - Brilho nos dois lados da garrafa. Esse brilho, embora seja muito utilizado, é contra indicado, pois interfere na visão geral do produto, pois,  ao chamar atenção demasiada à garrafa, tira atenção do rótulo provocando muitos ruídos na imagem. Tenho visto verdadeiros "desenhos rebuscados" a cada lado da garrafa.
 
Brilho lateral - É um brilho único, colocado apenas num dos lados. Este brilho deve ser sempre colocado ao lado esquerdo para conferir uma melhor visualização, e realçar a volumetria da garrafa. O brilho lateral direto fica bem na maioria dos rótulos, embora se deva evitar nos rótulos com papéis brilhantes, com muitos dourados e prateados.
 
Brilho Difuso - Também este, deve ser colocado à esquerda da garrafa. Fica muito bem em garrafas fôscas e nos vinhos que se servem frescos. Algumas vezes, quando utilizado, têm-se a impressão de que a garrafa é fôsca. 
Fica bem nos rótulos com papel brilhante e muitos dourados e prateados.
 
Sem brilho
Foto: Moema Quintas



Sem brilho - Muito utilizado na fotografia dos uísques e bebidas espirituosas, fica bem em rótulos com bastante brilho de dourados e pratas ou rótulos transparentes. Dependendo da maneira como é trabalhado, ou mesmo da forma da garrafa, pode deixar a imagem chapada, sem volumetria.
( Moema Quintas)
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Breve História da Embalagem - Parte I


Há indícios de que as primeiras noções de embalagem remontam à origem do homem, cerca de 500 mil anos atrás, na época do ancestral Pitecantropo. Criadas, inicialmente, para conter e transportar água e alimentos, as primeiras embalagens eram constituídas por elementos encontrados na natureza, como chifres ocos, crânios de animais e grandes conchas.

Aproximadamente 4.000 a.C., na antigüidade, aparece a escrita. Nesta época, inicia-se o intercâmbio de mercadorias entre a Mesopotâmia e o Egipto. A embalagem, com conceito de contenção para transporte, armazenamento e finalidades comerciais, teve origem neste período. 
Por volta do ano 3.000 a.C., os egípcios iniciaram a confecção de garrafas de vidro, a partir da moldagem em areia. Eram recipientes rústicos, usados para acondicionar óleos, perfumes e cosméticos.


Garrafa de vidro egípcia
Com a evolução nos meios de transporte e intensificação do comércio, surge a necessidade de proteger os produtos transportados, evitando-se perdas e contaminações. O precursor do barril é desenvolvido nesta época.
Em 751 d.C., os árabes capturam fabricantes chineses e aprendem a produzir papel a partir de fibras de linho, como faziam os orientais. A partir de então, a técnica de produção do papel, que com o tempo revolucionou o mercado das embalagens, passou a ser difundida pela Europa.

A queda de Constantinopla, em 1453, marca o fim da Idade Média e início da Idade Moderna. Com a Expansão Marítima, surgem novas tecnologias. A indústria farmacêutica começa a utilizar embalagens na venda de produtos. Eram frascos de vidro arrolhados, selados com cera e identificados por rótulos escritos à mão.

Os rótulos, escritos a mão, depois de Gutemberg, passaram a ser impressos em tipografia.

No final do século XIX, criam-se as técnicas de fotografia, proporcionando novo layout e redução de custos para a produção de embalagens. O consumidor fica mais exigente, analisa qualidade e segurança das mercadorias. Surgem as primeiras legislações sobre o assunto e inicia-se a preocupação com o aspecto mercadológico da embalagem.


Em 1798 surge na França a máquina de fazer papel inventada por Nicolas Lois Robert e na Bavaria Alois Senefelder cria o princípio da litografia que permitiu a impressão em cores. Com isso, já em 1830 os rótulos coloridos eram amplamente utilizados gerando uma arte gráfica de grande beleza que fez com que as embalagens aumentassem ainda mais seu poder de atração.

Com a revolução industrial surge a sociedade moderna e o mundo mudou de fisionomia para sempre. As máquinas mudaram o conceito de tempo e escala de produção, permitindo confeccionar o que antes era inimaginável e uma onda de progresso varreu a Terra.

Em 1930, um merceeiro chamado Michael Kullen criou o conceito do supermercado. Para reduzir os custos, ele eliminou os balconistas fazendo com que os consumidores apanhassem, eles mesmos, as embalagens nas prateleiras. A sua loja, King Kullen, foi logo copiada graças ao grande sucesso.

A substituição do balconista obrigou a uma alteração radical na rotulagem das embalagens que tiveram que assumir a tarefa de informar o consumidor e de vender o produto, tarefa que antes era feita pelo balconista. Com esta necessidade, surge a embalagem moderna e as funções mercadológicas ganham cada vez mais espaço e importância.

Rótulo impresso em 1930 e cunhado individualmente

Rótulo antigo cuja a imagem continua a ser utilizada



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Imagem de Março




Convento da Vila, marca alentejana bastante conhecida, tem vindo a utilizar ao longo dos tempos uma imagem aguarelada de um Convento. Em contrapartida com a antiga imagem, a nova imagem é moderna e arrojada.
Sabe-se que uma das características dos conventos é  possuir na sua decoração  o azulejo, aliás, característico e identificativo da cultura portuguesa por esse mundo fora.

Neste contexto, porque não,  numa postura minimalista e nivelada, representar essa ideia com uma simples forma geométrica consentânea com o aspecto formal do azulejo: o quadrado.
Este nivelamento foi profundo, apenas restando um pequeno pormenor como que uma célula, do conjunto figurado: o azulejo.
A imagem resultante nivelada nos trás a lembrança das obras de um mestre do nivelamento, Piet Mondrian, pintor do século passado, que com a sua desconstrução figurativista pintava árvores representando seus galhos como um mosaico geométrico colorido.
Nova imagem do Covento da Vila
Foto: Moema Quintas

A pintura nivelada de Mondrian
O rótulo, apesar de aparentemente simples, é formado de três partes de papel que juntas ajudam a desenhar a nova imagem.



















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Imagens de Janeiro e Fevereiro

JANEIRO


Nossa primeira imagem seleccionada de 2013 tem como marca  Tapada do Barro, um vinho do Dão. Em 2011 fizemos a imagem DOC deste vinho, que segue abaixo:

Foto: Moema Quintas

A imagem do Reserva , lançada em Janeiro, trás no rótulo um pássaro estilizado que representa toda a fauna existente na tapada e , pelo papel utilizado e trabalhos de impressão, caracteriza-se num vinho de qualidade. 

Foto: Moema Quintas

FEVEREIRO


Mirabilis é um vinho do Douro que tem como nome a flor que trás na imagem. É uma imagem de contrastes. O rótulo com a flor, pintada em aquarela nas cores pastéis, muito feminino, contrasta com a garrafa gorda, pesada e masculina, numa linguagem que mistura  modernidade e nostalgia... Mirabilis é um dos vinhos brancos mais caros vendido em Portugal.

Foto:Moema Quintas






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