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Breve História da Embalagem - Parte I


Há indícios de que as primeiras noções de embalagem remontam à origem do homem, cerca de 500 mil anos atrás, na época do ancestral Pitecantropo. Criadas, inicialmente, para conter e transportar água e alimentos, as primeiras embalagens eram constituídas por elementos encontrados na natureza, como chifres ocos, crânios de animais e grandes conchas.

Aproximadamente 4.000 a.C., na antigüidade, aparece a escrita. Nesta época, inicia-se o intercâmbio de mercadorias entre a Mesopotâmia e o Egipto. A embalagem, com conceito de contenção para transporte, armazenamento e finalidades comerciais, teve origem neste período. 
Por volta do ano 3.000 a.C., os egípcios iniciaram a confecção de garrafas de vidro, a partir da moldagem em areia. Eram recipientes rústicos, usados para acondicionar óleos, perfumes e cosméticos.


Garrafa de vidro egípcia
Com a evolução nos meios de transporte e intensificação do comércio, surge a necessidade de proteger os produtos transportados, evitando-se perdas e contaminações. O precursor do barril é desenvolvido nesta época.
Em 751 d.C., os árabes capturam fabricantes chineses e aprendem a produzir papel a partir de fibras de linho, como faziam os orientais. A partir de então, a técnica de produção do papel, que com o tempo revolucionou o mercado das embalagens, passou a ser difundida pela Europa.

A queda de Constantinopla, em 1453, marca o fim da Idade Média e início da Idade Moderna. Com a Expansão Marítima, surgem novas tecnologias. A indústria farmacêutica começa a utilizar embalagens na venda de produtos. Eram frascos de vidro arrolhados, selados com cera e identificados por rótulos escritos à mão.

Os rótulos, escritos a mão, depois de Gutemberg, passaram a ser impressos em tipografia.

No final do século XIX, criam-se as técnicas de fotografia, proporcionando novo layout e redução de custos para a produção de embalagens. O consumidor fica mais exigente, analisa qualidade e segurança das mercadorias. Surgem as primeiras legislações sobre o assunto e inicia-se a preocupação com o aspecto mercadológico da embalagem.


Em 1798 surge na França a máquina de fazer papel inventada por Nicolas Lois Robert e na Bavaria Alois Senefelder cria o princípio da litografia que permitiu a impressão em cores. Com isso, já em 1830 os rótulos coloridos eram amplamente utilizados gerando uma arte gráfica de grande beleza que fez com que as embalagens aumentassem ainda mais seu poder de atração.

Com a revolução industrial surge a sociedade moderna e o mundo mudou de fisionomia para sempre. As máquinas mudaram o conceito de tempo e escala de produção, permitindo confeccionar o que antes era inimaginável e uma onda de progresso varreu a Terra.

Em 1930, um merceeiro chamado Michael Kullen criou o conceito do supermercado. Para reduzir os custos, ele eliminou os balconistas fazendo com que os consumidores apanhassem, eles mesmos, as embalagens nas prateleiras. A sua loja, King Kullen, foi logo copiada graças ao grande sucesso.

A substituição do balconista obrigou a uma alteração radical na rotulagem das embalagens que tiveram que assumir a tarefa de informar o consumidor e de vender o produto, tarefa que antes era feita pelo balconista. Com esta necessidade, surge a embalagem moderna e as funções mercadológicas ganham cada vez mais espaço e importância.

Rótulo impresso em 1930 e cunhado individualmente

Rótulo antigo cuja a imagem continua a ser utilizada



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Imagem de Março




Convento da Vila, marca alentejana bastante conhecida, tem vindo a utilizar ao longo dos tempos uma imagem aguarelada de um Convento. Em contrapartida com a antiga imagem, a nova imagem é moderna e arrojada.
Sabe-se que uma das características dos conventos é  possuir na sua decoração  o azulejo, aliás, característico e identificativo da cultura portuguesa por esse mundo fora.

Neste contexto, porque não,  numa postura minimalista e nivelada, representar essa ideia com uma simples forma geométrica consentânea com o aspecto formal do azulejo: o quadrado.
Este nivelamento foi profundo, apenas restando um pequeno pormenor como que uma célula, do conjunto figurado: o azulejo.
A imagem resultante nivelada nos trás a lembrança das obras de um mestre do nivelamento, Piet Mondrian, pintor do século passado, que com a sua desconstrução figurativista pintava árvores representando seus galhos como um mosaico geométrico colorido.
Nova imagem do Covento da Vila
Foto: Moema Quintas

A pintura nivelada de Mondrian
O rótulo, apesar de aparentemente simples, é formado de três partes de papel que juntas ajudam a desenhar a nova imagem.



















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Imagens de Janeiro e Fevereiro

JANEIRO


Nossa primeira imagem seleccionada de 2013 tem como marca  Tapada do Barro, um vinho do Dão. Em 2011 fizemos a imagem DOC deste vinho, que segue abaixo:

Foto: Moema Quintas

A imagem do Reserva , lançada em Janeiro, trás no rótulo um pássaro estilizado que representa toda a fauna existente na tapada e , pelo papel utilizado e trabalhos de impressão, caracteriza-se num vinho de qualidade. 

Foto: Moema Quintas

FEVEREIRO


Mirabilis é um vinho do Douro que tem como nome a flor que trás na imagem. É uma imagem de contrastes. O rótulo com a flor, pintada em aquarela nas cores pastéis, muito feminino, contrasta com a garrafa gorda, pesada e masculina, numa linguagem que mistura  modernidade e nostalgia... Mirabilis é um dos vinhos brancos mais caros vendido em Portugal.

Foto:Moema Quintas






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