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Um blog sobre design e fotos para vinhos com case studies, tutoriais e dicas de vinhos, design e fotografia.

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Imagem de Março

Quando fizemos o briefing para  esta marca , observamos que nos jardins do Chão da Quinta havia sebes que foram podadas com formas geometricas e formavam quase um labirinto.Tentamos reproduzir de modo abstrato essas sebes num rótulo que leva um papel texturado e imita o chão da Quinta com relevos,pequenos apontamentos em dourado e a assinatura do produtor, que personaliza o produto. Há tempos atrás, fizemos o colheita normal, que foi o primeiro rótulo desta marca e o  Premium Selection.  A imagem de Março é um upgrade destes  rótulos. É um produto que representa o vinho  de mais alta gama desta empresa.
Rótulo Premium Selection do Chão da Quinta
*produzidos na VOX
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Imagem do Mês de Janeiro


A marca "invulgar" é um projeto de 5 enólogos e essa invulgaridade sugeriu e delineou o seu conceito. Utilizamos um material novo , não comum na rotulagem. Esse material é uma película metálica a que depois, por processos técnicos, simulamos o efeito de estanho. Essa invulgaridade também é sugerida de certo modo com o último "R" em posição não convencional. Além do processo de simulação do estanho, foi utilizada cunhagem e sombreamento nos elementos. Um rótulo que, acreditamos, chama a atenção pela sua invulgaridade.

*produzido na VOX
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Imagem do Mês de Novembro

Azulejo em Arte nova - Aveiro
Chenopodium Murale é a designação botânica da erva conhecida por Pé de Ganso, existente no Vale Dom Pedro, sítio onde estão implantadas as vinhas que deram origem a este vinho.
Fazendo uma associação à estética da Arte Nova, onde eram utilizados elementos orgânicos, plantas e animais , quisemos recordar neste  rótulo da Bairrada, região onde a Arte Nova está presente, este período estético . O rótulo envolve toda a garrafa como a querer proteger um conteúdo precioso. A imagem que ilustra o rótulo pode sugerir um pássaro formado por linhas sinuosas associada às plantas.O rótulo é todo branco, trabalhado em alto relevo , fazendo lembrar as cantarias do período da arte em que nos inspirou.Uma imagem de aspecto jovem, como o produtor, e, ao mesmo tempo limpa e elegante.

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Imagem do Mês de Dezembro

A imagem de Dezembro faz parte do projeto "Rumo ao Centenário" da Caves São João, e, constitui a 4ª edição deste projeto que teve início  em 2000, quando a Caves São João completou 90 anos, e será concluído em 2010, quando essa empresa completará 100 anos.Trata-se de uma coleção de garrafas onde cada uma marca um acontecimento correspondente a uma década. Começamos com a década de 1920-1930, ano em que a empresa foi fundada, com um rótulo que representa o início do cinema falado. Na década de 30-40 fizemos uma imagem alusiva à polémica transmissão de rádio do Orson Wells  . A carta das Nações Unidas dobrada em forma de um pássaro(tsuro), que representa paz e esperança, ilustrou a década que, para nós, foi a mais difícil, 40-50. Em Dezembro, Os anos 50, ou "Anos Dourados" serviram, de suporte para o conceito da década de 50-60.


Com o fim dos anos de guerra e do racionamento de tecidos, a mulher dos anos 50, no início da década, torna-se mais feminina e glamourosa. Metros e metros de tecido eram gastos para confeccionar um vestido, bem amplo e na altura dos tornozelos. A cintura era bem marcada e os sapatos eram de saltos altos, além das luvas e outros acessórios luxuosos, como peles e jóias.

Dois estilos de beleza feminina marcaram os anos 50: o das ingênuas chiques, encarnado por Grace Kelly e Audrey Hepburn, caracterizado pela naturalidade e jovialidade e o estilo sensual e fatal, do qual as atrizes Rita Hayworth, Ava Gardner e as pin-ups, loiras e com seios fartos, são ótimos exemplos. Entretanto, os dois grandes símbolos de beleza da década de 50 foram Marilyn Monroe e Brigitte Bardot, que eram uma mistura dos dois estilos - a devastadora combinação de ingenuidade e sensualidade.
A indústria do jeans floresce.  Todos usavam um mesmo estilo de roupa. Assim, é a partir desse momento de massificação que o ideário rebelde passa a ser construído.
O cinema lança a moda do garoto rebelde, simbolizada por James Dean, no filme "Juventude Transviada" (1955), que usava blusão de couro e jeans. Marlon Brando também sugeria um visual displicente no filme "Um Bonde Chamado Desejo" (1951), transformando a camiseta branca em um símbolo da juventude rebelde que na época da alta costura lança um visual mais “largado” como contestação do que lhes era imposto. Já na Inglaterra, alguns londrinos voltaram a usar o estilo eduardiano, mas com um componente mais agressivo, com longos jaquetões de veludo, coloridos e vistosos, além de um topete enrolado. Eram os "teddy-boys”.
 A juventude dos anos dourados adotou o rock and roll como estilo musical e elegeu grandes ídolos como, por exemplo, o maior deles, Elvis Presley. A nova música, com um contratempo acentuado e um ritmo dançante, afirmava ainda mais essa rebeldia surgida na década e trazia uma atitude mais revolucionária. Era uma música rebelde para uma juventude rebelde.

A imagem para este vinho trás muitos poás, ou bolinhas, padrão típico dos tecidos femininos. A caixa é toda confeccionada em papel que imita tecido com bolinhas pretas e brancas na parte da frente no exterior, e brancas e pretas interiormente e nas laterais. Além da imagem de figuras marcantes, o rótulo faz alusão ao cinema. Pela maneira como são colocadas as bolinhas, lembra-nos as fitas dos filmes. A caixa é toda em preto e branco e a cápsula também. O rótulo tem uma transicão das figuras a preto e branco que passam, em determinado momento, a coloridas. O resultado disso é uma imagem com as cores, a alegria, o movimento e um pouco da sensualidade característica desta que foi a década de 50-60. 



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Imagem do Mês de Outubro

O desafio desta marca foi construir uma imagem com elementos que nos reportasse a pessoa do Sr. Luíz Costa, o "Senhor dos Vinhos da Bairrada". Para isso, fomos a casa onde ele habitava, uma mansão lindíssima em Anadia.
Percorremos toda a casa fotografando tudo que havia de interesse e que fizesse lembrar o Sr. Luiz.
Na biblioteca, muitos livros de diversos autores e muitos textos escritos por ele. Por toda casa, esculturas em pedra e objetos com detalhes com uvas que ele colecionava. No salão de festas , pendurado na parede, um diploma com letras bonitas de uma confraria de Bordéus.

A nossa descrição termina na entrada, ou, nas entradas da casa, onde em toda porta, muitas portas, havia um mesmo batente, batente este que ele encontrou algures onde se vendia peças de demolições.
A porta é a entrada da casa, e, por isso, achamos por bem que o rótulo levasse , em primeiro plano, o batente, que com detalhes de cachos de uvas, como o Sr. Luiz gostava, convida as pessoas a penetrar numa marca que leva o seu nome. Por trás do batente, em cunho, o lettering que encontramos no diploma de Bordéus nos trás a lembrança de um homem que amava o vinho, um enófilo que dedicou boa parte da sua vida a esta bebida.

Trata-se de um espumante que pedia uma imagem elegante, discreta e clássica, como o slogan da empresa que o representa.
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Imagem do Mês de Agosto



Piano é uma marca forte, e como tal, criamos uma imagem limpa para representar o objeto que corresponde à marca. Por ser um vinho de entrada de gama, pensamos em fazer uma imagem direta da marca, para isso recorremos a  uma impressão gráfica simples com o verniz braille na palavra "Piano" e estampado nas teclas. Embora sejam mostradas apenas parte das teclas, imaginamos que tal como as teclas de um piano, de onde saem notas melodiosas para os ouvidos , com certeza, sairão notas saborosas deste vinho.
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A Importancia da Embalagem na Escolha de um Produto

Foto: Moema Quintas
Em 1972 John Berger escreveu no seu livro  O sentido da  vista: "nas cidades em que vivemos inúmeras imagens publicitárias chegam até nós todos os dias. Ao longo da história, em nenhuma sociedade tem existido semelhante concentração de imagens, nem tal densidade de mensagens visuais”. Trinta anos mais tarde em “Unique now...or never”, Jasper Kunde escreve: “ Alguns estudos demonstram que um cidadão ocidental normal recebe cerca de 10000 mensagens publicitárias cada dia (...)”. Como consumidores, experimentamos a densidade de mensagens visuais de Berger cada vez que vamos a uma loja. Ao entrarmos tropeçamos com um caleidoscópio de produtos e merchandising, fileiras e fileiras de produtos. O consumidor médio, se é que existe, olha o expositor e encontra opções e mais opções. Observa uma grande variedade de marcas, produtos, sabores, usos, preços e tamanhos e outros critérios de eleição.

Frente a tamanha quantidade de artigos, incidem uma série de factores racionais e emocionais. Estes factores têem uma importância capital sabendo-se que um consumidor não olha um produto mais que alguns segundos. A habilidade, do cérebro humano para reagir a semelhante mescla de imagens e mensagens competidoras, em ocasiões descritas como ruído visual, é extraordinária.

Tem-se levado a cabo muitos estudos para tentar compreender o processo que se inicia quando um consumidor olha um expositor e os produtos separados. Basta concluir que o ruido visual é um desafio para o designer de packaging
Como abrir caminho entre a amálgama visual para nos deparar com um novo produto? Como se cria uma presença visual que atraia os olhos do consumidor e tente ir mais além das suas acostumadas referências visuais?

O rosto da embalagem/rotulagem, que está no expositor deverá seduzir os consumidores, atrair sua atenção e despertar seu interesse, em suma, comunicar.
Frente a uma gama de produtos para escolher, os consumidores recorrem às experiências na hora de eleger o produto adequado, e pensa: “o que comprei da última vez?” Ou deixam-se influenciar pela publicidade visual, pelas promoções ou pela embalagem.
Neste contexto a diferenciação dos produtos é algo muito importante e todas as soluções de embalagens/rotulagem deveriam facilitar aos consumidores a percepção do produto desejado.
O papel principal do design na diferenciação dos produtos é dar consistência à proposta de um produto e explorar todas as caracteristicas da sua embalagem para atrair o mercado, seja através da imagem, da cor, linguagem, forma, ou inclusive a qualidade táctil dos seus materiais.
Na percepção visual a primeira realidade que se apercebe é a forma, depois a cor, as sensações tácteis e só após a mensagem.
Há que ter em conta portanto esta sequência a fim de se obterem elementos válidos de fascinação. A subtileza da forma ou a expressão cromática têem assim influência relevante para a aceitação ou rejeição dos públicos que se pretendem conquistar ou fidelizar.

Concretamente, o projecto de packaging tem implícito uma abordagem processual coerente, na qual são concebidos e geridos um conjunto de sistemas relevantes para a percepção e valorização do resultado final, na óptica empresarial e de consumo. Naturalmente que neste processo os aspectos relacionados com a percepção visual assumem um relevo particular, pois o seu adequado tratamento e desenvolvimento possibilita a sua tradução em factores indutores de:
- Fascinação (qualidade estética);
- Personalização e diferenciação (originalidade temática  ou conceito);
- Referência psicológica;
- Emoção (valor simbólico);
- Impacto (a pregnância formal);
- Notoriedade (memorização e retenção).

Neste contexto e remetendo estas questões para o Sector vitivinicola, compete-nos alertar para a necessidade de tomada de consciência de questões pertinentes no que concerne à imagem em geral e à embalagem/rotulagem em particular.  A diferenciação nos expositores perante a concorrência directa é fundamental para conseguir-se uma melhor e maior competitividade.


(António Quintas)

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Imagem do Mês de Maio

 A Imagem do Pai Abel foi feita tendo como base o conceito da imagem já utilizado pela Quinta das Bágeiras há algum tempo. Achamos por bem aproveitar a ideia do rótulo picotado nas marcas desta empresa e adaptamos ao paradigma de um selo, onde rótulo e contra rótulo estão juntos na frente da garrafa, embora "teoricamente" o contra rótulo possa ser separado do rótulo através de um picotado no terço inferior do rótulo. Neste terço encontra-se um carimbo que justifica o paradigma do selo e enfatiza o nome da marca "Pai Abel Chumbado", que não tem conotações negativas, antes pelo contrário.
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A forma dos rótulos e embalagens

A forma é uma consequência natural da disposição regular ou irregular de um agrupamento de linhas que pelo seu conjunto delimitam o espaço. É a primeira percepção do ser humano à realidade. Ela engloba e transmite um conjunto de informações em vista a um objetivo  específico.
No packaging, as formas mais utilizadas são o quadrado, o retângulo e algumas outras formas irregulares. Quando utilizadas em rótulos ou etiquetas, tem constrangimentos ao nível do suporte onde irão ser aplicadas.

Assim, nas garrafas do tipo Borgonha, mais redondas e mais bojudas, as formas retangulares não são muito aconselháveis na vertical. Devido ao constrangimento imposto, esta forma poderá e deverá ser utilizada na horizontal.

Garrafa borgonha com rótulo irregular horizontal. Esse rótulo foi executado há 10 anos atrás e, ainda hoje, continua atual


Tal como a linha, a forma rectangular sugere passividade, indolência e repouso. Terá que ser contrariada na sua composição estética informativa através da marca ou através de elementos apelativos com sinais ou artifícios conforme se destine a um determinado tipo de mercado, contrariando, deste modo, essa sugestão.

Dependendo, dever-se-á utilizar desequilíbrios estéticos provocando dinamismo mais acentuado ou subtil de acordo com o mercado alvo.
Quando falamos em desequilíbrios estamos a referir-nos a regras estéticas que são comuns às artes plásticas, por que esteticamente um pequeno rectângulo de 8cm por 10 cm comporta-se, tal qual uma tela de 80cm por 100cm.
Em  outro tópico revelaremos a divisão estética que deverá ser utilizada em qualquer espaço deste tipo.

Por seu lado, nas garrafas do tipo bordalesa, reportando-nos a forma rectangular, os rótulos deverão ser utilizados na vertical, por que, na bordalesa, pela sua forma esguia e cilíndrica e seu diâmetro de 8cm, se de utilizarmos o rectângulo na horizontal, ficará com pouca largura, com pouco espaço de visibilidade, de informação e de composição estética.
Há teóricos que continuam a apostar neste tipo de garrafa da forma rectangular na horizontal esquecendo-se que numa montra, onde existem milhares de marcas diferentes, há que chamar o mais possível a atenção através do volume gráfico do rótulo. Um rótulo colocado nesta posição também contraria a dinâmica estrutural do próprio objecto.

Em relação as formas irregulares é de evitar as formas triangulares e que, pelos seus ângulos agudos, sugerem agressividade e que têm também constrangimentos na aplicação.
garrafa bordalesa troncocônica com rótulo irregular vertical












Em relação as formas sensuais, onde predominam as curvas, estas podem ser utilizadas nestes dois tipos de invólucro, podendo-se também eliminar essa sugestão de sensualidade através dos elementos gráficos, de fascinação ou de equilíbrio.

No que diz respeito às embalagens propriamente ditas, as formas mais usuais são sem dúvida as regulares pela dificuldade, em termos de custos e técnicas, de desenvolver
outras formas volumétricas, restando ao designer a sua capacidade criativa de desenvolver num poliedro a fascinação adequada à apetência do público. Deve, contudo, neste caso, obedecer a regras elementares de composição e equilíbrio estético tal qual um pintor executa uma obra de arte.
(António Quintas)
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Imagem do Mês de Junho


Esta imagem trás o conceito das "Imagens Impossíveis". Para chegar a esse conceito, partimos do logotipo da empresa que é representado por uma rosa azul.Percebemos no logotipo a impossibilidade de existência de uma Rosa azul e da busca por algo impossível, " a perfeição".  A busca da perfeição de um vinho é simbolizada através das imagens impossíveis que ilustram os rótulos desta empresa. No ano passado fizemos o Ninfa branco, tinto e Lapa dos Gaivões tinto, neste ano fomos chamados a dar continuidade a sequência dos rótulos com o Ninfa escolha e Lapa dos Gaivões Grande Reserva.

Os rótulos são sofisticados e ao mesmo tempo modernos e lúdicos, o que traduz o carácter da empresa formada por duas gerações.


O rótulo  Ninfa Tinto, trás um pergaminho , onde supostamente estaria escrito a história da Ninfa.

O pergaminho está dobrado ou enrolado?
O Ninfa Escolha trás o que seriam os supostos cabelos da ninfa

Onde começam e acabam os cabelos?








Lapa dos Gaivões é um conjunto de rochas com pinturas rupestres Localizadas na Serra dos Louções
A imagem trás um nivelamento destas rochas.

Quantos sólidos há nesta imagem?






Os aneis da ninfa se entrelaçam por fora ou por dentro?














Assista abaixo um vídeo explicativo desta série de imagens:

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Qual o tamanho ideal das letras no rótulo?



Ergonomia visual é a disciplina que estuda a relação da dimensão necessária para a compreensão ou visualização de uma mensagem ou objecto em função da distancia. No caso específico do rótulo, temos que considerar o tamanho necessário a um lettring, mais concretamente à marca, para que seja facilmente perceptível no espaço que medeia a montra e o consumidor. Se utilizamos num rótulo a marca em caracteres tipográficos superiores ao indicado em função da distancia a que se observa, isto será uma acentuação, um exagero, esse sinal gráfico passa a ser um sinal plástico de fascinação, não devendo ter outros elementos plásticos que o contrariem.
Por outro lado, a marca transcrita em dimensões menores obrigará, por questões de fascinação, a uma maior complexidade recaindo, assim, numa situação que poderá provocar ruído visual. Este ruído, como o próprio nome indica, provocará rejeição tal qual um som alto ou estridente que nos perturba os ouvidos.

O normal na apresentação de uma marca é o sentido horizontal. É de fácil leitura e ergonomicamente bem resolvido, contudo é estático, pouco dinâmico e sem vibração e deverá ser complementado através da forma onde está inserido, através de linhas ou outros elementos de composição com outras formas mais dinâmicas que provoquem um desequilíbrio estético.

A inserção do nome da marca ao centro do espaço do rótulo, revela uma postura clássica tradicional.Tal qual a bandeira japonesa, que concentra em si própria a atenção e mensagem estética, ela deverá ser equilibrada com o peso calculado do espaço vazio circundante. Mas, achamos nós que para uma maior eficácia, se dividirmos o rótulo em três, a marca deverá ser colocada num espaço do primeiro ou segundo terço da divisão, conforme explicaremos quando falarmos sobre as regras estéticas de composição.

Quando é utilizada a nomenclatura da marca no sentido vertical, deverá ser também colocada no primeiro ou segundo terço com algo que a equilibre do lado oposto. Este desequilíbrio estético é fundamental para a aceitação, contudo, e neste caso, existem constrangimentos que têm a ver com o diâmetro e curvatura do invólucro.
No caso da marca ser transcrita na oblíqua, ela terá uma postura mais inusitada destinada, por isso mesmo, ao mercado jovem.

* Não devemos esquecer as exigências e constrangimentos provocados pelas comissões vitivinícolas.
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Imagem do Mês de Maio



A Imagem do Hibernus, palavra latina que significa inverno, foi baseada na tiragem deste Espumante que ocorreu no inverno nos meses de Fevereiro e Março, período zodiacal do signo de "Peixes "  que está representado no rótulo através de um traço horizontal e duas curvas laterais.
A garrafa escura, com design maciço,  nos dá a ideia de inverno, a gargantilha da cápsula leva a assinatura do enólogo e toda roupagem foi pensada num vinho que vá denotar caráter e elegância.



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O Conceito na Imagem dos Vinhos

Um conceito forte é um passo decisivo para o sucesso do projeto a desenvolver. Segundo este, são definidas regras que são consequência de uma pesquisa sobre um determinado tema ou ideia. O Conceito define uma história que está inserida na mensagem que se pretende transmitir e é baseado numa fundamentação que deriva da marca. Assim, poderemos encontrar a respectiva fundamentação do conceito em quatro vertentes: direta, indireta, subentendida e abstrata.

Fundamentação direta - é aquela que está diretamente associada à imagem ou ao objeto que representa a marca.

Fundamentação indireta - elimina alguns pressupostos demasiadamente evidentes para se concentrar em alguns elementos que os substituem.

Fundamentação subentendida - a imagem real é eliminada dando lugar a outra que poderá ter o mesmo significado.

Fundamentação abstrata - elimina toda a representação visual da imagem ou objecto transformando-a em códigos. 

Cabe ao designer decidir o tipo de fundamentação que irá utilizar de acordo com a marca versus mercado.




Casos práticos

Fundamentação Direta
Utilizamos a fundamentação direta no conceito desta marca que resultou na imagem do Moinho, tão comum na paisagem da Estremadura, embora representado através de um catavento.

Fundamentação Indireta
A imagem da Quinta do Mourão foi baseada num texto do século XIX e num brasão do século XIV existente numa capela da quinta. Fomos buscar no brasão, o desenho de uma estrela de cinco pontas , e, através desta estrela, representamos as 5 Quintas da empresa. Uma das pontas é destacada e representa a Quinta Mãe, ou seja, a Quinta do Mourão. Os socalços do Douro também estão representados na forma dos braços da estrela.
O produto comercializado desta empresa é destinado ao segmento alto. Privilegiamos, o aspecto cultural e a tradição de família no fabrico do vinho. O slogan construído para essa empresa " Há tradições que se cultivam" insere em si todo o conceito de imagem desenvolvido.


 Fundamentação Subentendida
No rótulo da Quinta de São Tiago, toda a Quinta e a região onde ela está inserida está representada por um cristal de gelo que simboliza o frio e a neve da Serra da Estrela.

Fundamentação Abstrata

No rótulo Alfocheiro de Tazen, as curvas do brasão do logotipo estão representadas de forma abstrata no cortante do rótulo.

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Foto para vinhos: Como reconhecer uma boa foto para vinhos


Foto de composição propositadamente sub exposta

Hoje em dia, a publicidade exige da equipa designer/fotógrafo, muito mais do que exigia há alguns anos atrás. A criatividade, a estética, o conceito do produto e o que se quer transmitir é que vão balizar aquilo que seria considerado uma boa fotografia para um determinado tipo de produto.
Não fugindo aqui do que seria considerado o usual, mas também deixando em aberto a criatividade da equipa, vamos tentar analisar quais são os requisitos para uma "boa" fotografia de vinho.
Primeiramente , gostaria de colocar os três tipos de fotos mais usadas no sector: Fotografia de garrafa em pé, fotografia de pormenor e fotografia de composição.


Fotografia de garrafa em pé - Geralmente utilizada nas fichas técnicas, estas fotos devem reproduzir o produto tal qual ele é. Deve ter-se em atenção à fidelidade das cores, ou seja, as cores na imagem fotográfica devem ser fiéis ao produto em si, para que o consumidor saiba reconhecer na montra o produto que ele viu através de uma imagem. A marca deve ser bem visível na foto, bem focada e limpa. É desejável que uma boa fotografia de garrafa em pé tenha todas as letras das palavras e textos limpas e legíveis num tamanho A4. O brilho ou a luz não devem prejudicar a leitura, nem "queimar" o lado onde incidem. Aqui, faz-se uma exceção às palavras escritas em dourados ou prateados em que, nestes casos, será impossível para o fotógrafo fazer uma imagem realçando o brilho da impressão de ouro ou prata nas letras, sem que haja alguma perda na leitura.
Uma boa foto de vinho também costuma deixar visível os trabalhos de cunho, braille e textura do papel, quando estes existem,
os detalhes de impressão da cápsula também não devem ser esquecidos, afinal, o objetivo da imagem feita através da fotografia é reproduzir o produto tal qual ele é.
A fotografia de garrafa em pé vem sendo usada com muita frequência em fichas técnicas, roll ups, lojas on line, publicidades, sites, enfim, costuma ser, talvez pela sua versatilidade e objetividade, a fotografia mais utilizada na área dos vinhos.

Foto de Pormenor com foco seletivo
Fotografia de pormenor - Este tipo de fotografia já permite ao fotógrafo/designer criar um ambiente mais intimista usando a luz para esse propósito. Fotos com a luz esteticamente "estourada" ou propositadamente sub expostas (um pouco escura) muitas vezes podem criar o ambiente desejado pelo fotógrafo/designer, ou um efeito bonito e interessante, quando usada por quem entende de composição fotográfica. Aliás, neste tipo de fotografia deve se ter atenção muito especial à composição. Aqui, não basta apenas enquadrar o rótulo no visor da máquina fotográfica. Tenho visto neste tipo de fotografia muitos erros  no que diz respeito à composição, o que resulta numa imagem sem graça e até mesmo feia.
Embora se façam fotos de pormenor onde o rótulo poderá aparecer totalmente focado, costuma-se também ver neste tipo de fotografia, o pormenor que se quer mostrar bem focado (foco seletivo) seguindo-se de um desfoque intencional que confere profundidade e realça a volumetria da garrafa que está por trás do rótulo. Neste tipo de foto, algumas letras e textos contidos no rótulo poderão aparecer ilegíveis.
O que caracteriza uma "boa" fotografia de pormenor é a composição e, como na foto de garrafa em pé, que se façam visíveis os trabalhos de cunho, verniz braille e textura do papel, quando existentes. Este tipo de fotografia é muito utilizada nas publicidades em geral e chama a atenção do consumidor para a marca ou para um detalhe qualquer existente na imagem do rótulo.
Fotografia de composição
Fotografia de composição - São imagens feitas em conjunto com o designer em que há uma cena, cenário ou elementos para se criar um ambiente ou fortalecer um conceito. As fotos de composição podem também ser utilizadas juntamente com desenhos e grafismos e exige criatividade da equipa, muita técnica por parte do fotógrafo e, em muitos casos, a junção de programas vetoriais(desenhos) com programas de imagem (foto).
Essas imagens são muito utilizadas nas publicidades.

Finalmente, gostaria de sugerir a leitura do post Como escolher o Brilho da Garrafa para complementar as informações deste post.  

Mais alguns exemplos de fotos:


Foto de composição com grafismos


Foto de composição


Foto Pormenor sem foco seletivo

Foto Garrafa em Pé


( Moema Quintas)


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Bag in Box


Produto que veio substituir os antigos garrafões  pela sua praticidade e plasticidade, reduzindo o espaço necessário de estocagem com acentuadas melhorias de conservação do produto , já que este é embalado a vácuo.

É simultâneamente garrafa e caixa, eliminando-se assim a rolha, o rótulo e a cápsula. Apenas é utilizado em vinhos de baixa gama, não só pela especificidade do produto, como também, e ainda, pela aceitação nos públicos por esse tipo de embalagem.

O tratamento gráfico a desenvolver nesses casos, não só por que as dimensões existentes são de 5, 10 e 20 litros, mas também atendendo a tipologia do produto/ mercado, deverá ser desenvolvido segundo conceitos baseados numa acentuação, quer através da cor, quer através de elementos plásticos que compõem a comunicação.

Contudo, essa embalagem, acreditamos, poderá condicionar produto de melhor qualidade. Nos países nórdicos esta tendência já se verifica, mas, nos países produtores de vinho por excelência , a mística da garrafa e todo ritual de sua abertura à mesa, continua associada a esta cultura.

É óbvio que não queremos com isso dizer que deveremos colocar um vinho que foi tratado em casco de madeira ou que precisa de estágio em garrafa, numa embalagem do tipo bag in box, mas, esta embalagem continuará a ser sempre mais económica para o produtor e consumidor e continuará a ter  custos reduzidos ao nível de produção, armazenamento e transporte.

No panorama nacional, o bag in box, por ser um produto que se destina a um mercado específico, não tem vindo a apresentar soluções gráficas e estéticas como já se verifica nas garrafas.Mas, acredito que com o mercado do vinho em expansão, a tendência será de maior cuidado por parte dos produtores e maior exigência, por parte dos consumidores, o que irá requerer do designer um maior esforço de desenvolvimento projetual e criativo
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A Cápsula


O Packaging dos vinhos está distribuído por vários elementos. A cápsula, o capsulão, a rolha, a garrafa ou bag in box, a caixa e o rótulo/ contra rótulo; que se distribuem nas áreas de protecção, acondicionamento e comunicação. Os elementos gráficos apensos a estes componentes constituem o elemento comunicacional do produto em função do mercado a que se destina.

A cápsula / capsulão é um  elemento que deverá ser considerado com maior atenção, pois é a parte mais visível num amontoado de garrafas numa montra.
Terá de deixar de ser uma peça secundária para se tornar mais um fator de comunicação. As cápsulas, que até então eram produzidas em estanho, por ser um material de elevado custo, foram substituídas por PVC(plástico) ou compósito, uma mistura de estanho e alumínio que substitui com eficiência o estanho.

O PVC, um plástico retráctil, pode causar efeitos nefastos na sua aplicação e visualização derivado das capsuladoras existentes na empresa. Este material, pelo seu baixo custo é mais indicado para produtos de menor valor. 
Cápsula em compósito com impressão fotografica em P&B
Por outro lado, os compósitos são mais fiáveis na sua aplicação , acabamento e visualização. O diferencial de custos entre os últimos e estes justificam a sua aplicação em produtos de melhor qualidade e preço.
Nunca se poderá desenvolver um tratamento gráfico numa cápsula como se desenvolve num rótulo cujo suporte é o papel, existem constrangimentos técnicos.

A impressão de uma imagem fotográfica, por exemplo, numa cápsula que é impressa em quadricomia(colorida) não resultará, exceptuando-se o caso dessa imagem ser em grayscale(preto e branco) produzida por sistema de cilindro. 
Como o PVC é um material que se retrai, a estampagem tem tendência a fissuras devido à dilatação e contracção do material, quando a estampagem é feita por  serigrafia este defeito não é tão acentuado, sendo o processo de impressão normal,  oferece melhores garantias de um bom resultado final. Nos compósitos, o processo de estampagem e serigrafia funciona muito melhor  e com menos riscos porque este material não é tão retráctil como o PVC.
Cápsulas em compósito com impressão de textos bem executada

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Foto para vinhos : Como escolher o brilho da garrafa

Foto: Moema Quintas
Para fotografar garrafas de vinhos , não basta apenas ter um bom equipamento, é necessário técnica, estudo, dedicação e principalmente experiência. Neste post, gostaria de dar algumas dicas sobre como escolher o brilho da garrafa.
 
Os brilhos mais usados são: brilho duplo, brilho lateral, brilho difuso, direto e sem brilho.
 
Brilho lateral direto
Foto: Moema Quintas
Brilho duplo - Brilho nos dois lados da garrafa. Esse brilho, embora seja muito utilizado, é contra indicado, pois interfere na visão geral do produto, pois,  ao chamar atenção demasiada à garrafa, tira atenção do rótulo provocando muitos ruídos na imagem. Tenho visto verdadeiros "desenhos rebuscados" a cada lado da garrafa.
 
Brilho lateral - É um brilho único, colocado apenas num dos lados. Este brilho deve ser sempre colocado ao lado esquerdo para conferir uma melhor visualização, e realçar a volumetria da garrafa. O brilho lateral direto fica bem na maioria dos rótulos, embora se deva evitar nos rótulos com papéis brilhantes, com muitos dourados e prateados.
 
Brilho Difuso - Também este, deve ser colocado à esquerda da garrafa. Fica muito bem em garrafas fôscas e nos vinhos que se servem frescos. Algumas vezes, quando utilizado, têm-se a impressão de que a garrafa é fôsca. 
Fica bem nos rótulos com papel brilhante e muitos dourados e prateados.
 
Sem brilho
Foto: Moema Quintas



Sem brilho - Muito utilizado na fotografia dos uísques e bebidas espirituosas, fica bem em rótulos com bastante brilho de dourados e pratas ou rótulos transparentes. Dependendo da maneira como é trabalhado, ou mesmo da forma da garrafa, pode deixar a imagem chapada, sem volumetria.
( Moema Quintas)
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Breve História da Embalagem - Parte II

Depois da segunda guerra mundial, as residências sofreram grandes transformações. A geladeira, a televisão com seus anúncios, os eletrodomésticos e a onda de prosperidade que varreu o planeta fizeram o consumo explodir.
Os supermercados se tornavam cada vez maiores, e surgiram os hipermercados impulsionados pela popularização do automóvel que permitia levar grandes quantidades de compras para casa. Com isso, a embalagem sofisticou-se em todos os sentidos, e se diferenciou através de uma ampla gama de materiais, processos e tecnologias. 
Atualmente, vanguarda do sector aponta para as embalagens activas que aquecem, esfriam ou interagem com o produto, as inteligentes que desempenham funções programadas como acusar descongelamento ou perda de vácuo e indicar a temperatura ideal de consumo.
Código de Barras

A Smart Tag RFID (etiqueta de identificação por radiofreqüência), provavelmente irá substituir o código de barras e permitir que se passe com o carrinho cheio pelo caixa com um único “bip”, sem ter de registar cada produto individualmente, além de permitir o rastreamento avançado de todas as movimentações do produto desde o momento em que ele sai da fábrica. A nanotecnologia,vai dar contributo reduzindo custos, melhorando a performance dos materiais na resistência e proteção dos produtos e propiciando a criação de novas soluções. O conceito de “Inteligência de Embalagem” será adotado para cuidar da gestão deste importante ítem da actividade das empresas. Isto fará com que a embalagem passe a integrar o planejamento estratégico empresarial, fazendo com que a embalagem assuma um novo papel na gestão de  negócios.
QR Code ou Código QR

Os Atuais QR-codes ou código QR, um código de barras bidimensional com leitura feita através dos telemóveis e que já está em uso há algum tempo, pode conter todas as informações do produto, desde a morada, site, telefone, email do produtor e até, no caso dos vinhos, fichas técnicas e informações sobre comidas que harmonizam bem com o vinho em questão.
Cremos que, para atender os desejos dos consumidores e necessidades dos produtores e distribuidores, a embalagem continuará evoluindo através dos tempos.
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Breve História da Embalagem - Parte I


Há indícios de que as primeiras noções de embalagem remontam à origem do homem, cerca de 500 mil anos atrás, na época do ancestral Pitecantropo. Criadas, inicialmente, para conter e transportar água e alimentos, as primeiras embalagens eram constituídas por elementos encontrados na natureza, como chifres ocos, crânios de animais e grandes conchas.

Aproximadamente 4.000 a.C., na antigüidade, aparece a escrita. Nesta época, inicia-se o intercâmbio de mercadorias entre a Mesopotâmia e o Egipto. A embalagem, com conceito de contenção para transporte, armazenamento e finalidades comerciais, teve origem neste período. 
Por volta do ano 3.000 a.C., os egípcios iniciaram a confecção de garrafas de vidro, a partir da moldagem em areia. Eram recipientes rústicos, usados para acondicionar óleos, perfumes e cosméticos.


Garrafa de vidro egípcia
Com a evolução nos meios de transporte e intensificação do comércio, surge a necessidade de proteger os produtos transportados, evitando-se perdas e contaminações. O precursor do barril é desenvolvido nesta época.
Em 751 d.C., os árabes capturam fabricantes chineses e aprendem a produzir papel a partir de fibras de linho, como faziam os orientais. A partir de então, a técnica de produção do papel, que com o tempo revolucionou o mercado das embalagens, passou a ser difundida pela Europa.

A queda de Constantinopla, em 1453, marca o fim da Idade Média e início da Idade Moderna. Com a Expansão Marítima, surgem novas tecnologias. A indústria farmacêutica começa a utilizar embalagens na venda de produtos. Eram frascos de vidro arrolhados, selados com cera e identificados por rótulos escritos à mão.

Os rótulos, escritos a mão, depois de Gutemberg, passaram a ser impressos em tipografia.

No final do século XIX, criam-se as técnicas de fotografia, proporcionando novo layout e redução de custos para a produção de embalagens. O consumidor fica mais exigente, analisa qualidade e segurança das mercadorias. Surgem as primeiras legislações sobre o assunto e inicia-se a preocupação com o aspecto mercadológico da embalagem.


Em 1798 surge na França a máquina de fazer papel inventada por Nicolas Lois Robert e na Bavaria Alois Senefelder cria o princípio da litografia que permitiu a impressão em cores. Com isso, já em 1830 os rótulos coloridos eram amplamente utilizados gerando uma arte gráfica de grande beleza que fez com que as embalagens aumentassem ainda mais seu poder de atração.

Com a revolução industrial surge a sociedade moderna e o mundo mudou de fisionomia para sempre. As máquinas mudaram o conceito de tempo e escala de produção, permitindo confeccionar o que antes era inimaginável e uma onda de progresso varreu a Terra.

Em 1930, um merceeiro chamado Michael Kullen criou o conceito do supermercado. Para reduzir os custos, ele eliminou os balconistas fazendo com que os consumidores apanhassem, eles mesmos, as embalagens nas prateleiras. A sua loja, King Kullen, foi logo copiada graças ao grande sucesso.

A substituição do balconista obrigou a uma alteração radical na rotulagem das embalagens que tiveram que assumir a tarefa de informar o consumidor e de vender o produto, tarefa que antes era feita pelo balconista. Com esta necessidade, surge a embalagem moderna e as funções mercadológicas ganham cada vez mais espaço e importância.

Rótulo impresso em 1930 e cunhado individualmente

Rótulo antigo cuja a imagem continua a ser utilizada



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Imagem de Março




Convento da Vila, marca alentejana bastante conhecida, tem vindo a utilizar ao longo dos tempos uma imagem aguarelada de um Convento. Em contrapartida com a antiga imagem, a nova imagem é moderna e arrojada.
Sabe-se que uma das características dos conventos é  possuir na sua decoração  o azulejo, aliás, característico e identificativo da cultura portuguesa por esse mundo fora.

Neste contexto, porque não,  numa postura minimalista e nivelada, representar essa ideia com uma simples forma geométrica consentânea com o aspecto formal do azulejo: o quadrado.
Este nivelamento foi profundo, apenas restando um pequeno pormenor como que uma célula, do conjunto figurado: o azulejo.
A imagem resultante nivelada nos trás a lembrança das obras de um mestre do nivelamento, Piet Mondrian, pintor do século passado, que com a sua desconstrução figurativista pintava árvores representando seus galhos como um mosaico geométrico colorido.
Nova imagem do Covento da Vila
Foto: Moema Quintas

A pintura nivelada de Mondrian
O rótulo, apesar de aparentemente simples, é formado de três partes de papel que juntas ajudam a desenhar a nova imagem.



















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