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Um blog sobre design e fotos para vinhos com case studies, tutoriais e dicas de vinhos, design e fotografia.

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Imagem de Junho



Sr. Fausto Nuno,  nos antigos tempos  costumava ir  às suas vinhas de bicicleta. Fomos buscar para este rótulo a bicicleta do Sr. Fausto, o "Avô Fausto", que ainda hoje é guardada com carinho, e, segundo nos conta o seu neto e atual produtor da Quinta das Bágeiras, Mário Sérgio Nuno , "Ainda funciona na perfeição e, vez por outra, dou as minhas voltinhas nela".

O rótulo segue o mesmo lay out dos vinhos da marca Pai Abel, que também foi concebido por nós . Com um cortante que nos remete aos selos dos correios e nos faz pensar em cartas, passado e viagens, a memória dos selos é repleta de  saudosismo poético, por quem utilizou e por quem ainda o utiliza, e tem tudo a ver com reencontro e momentos felizes.

No rótulo Avô Fausto, a bicicleta foi desenhada a partir da bicicleta usada por ele e que foi fotografada por nós. A foto acompanha a garrafa na imagem acima. Abaixo os vinhos Pai Abel e Avô fausto.

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Imagem de Maio


Sóbrio, elegante e ao mesmo tempo não deixa de chamar atenção numa montra. Foi esse tom que queríamos num rótulo de um espumante topo de gama singular. O rótulo segue a linha dos outros vinhos do mesmo produtor, que fizemos há alguns anos e que leva sempre a sua assinatura .


 *produzido na VOX
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Imagem de Abril


Designer: António Quintas

Este rótulo pretende demonstrar a capacidade de utilização de cunhagem em papel apropriado. É um rótulo que evidencia a tendência atual da tridimensionalidade. Usamos os números, porque nos trás a doce lembrança dos tempos de escola, tempos estes em que as perguntas , principalmente  as de Matemática, eram sempre uma constante na vida de estudante. 

Por vezes, os conceitos representados nos rótulos não são apenas descritivos, mas também apelativos e tendentes a formular no intecto do mercado uma expectativa, uma interrogação.

Este rótulo foi produzido pela Vox
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Imagem de Março

Quando fizemos o briefing para  esta marca , observamos que nos jardins do Chão da Quinta havia sebes que foram podadas com formas geometricas e formavam quase um labirinto.Tentamos reproduzir de modo abstrato essas sebes num rótulo que leva um papel texturado e imita o chão da Quinta com relevos,pequenos apontamentos em dourado e a assinatura do produtor, que personaliza o produto. Há tempos atrás, fizemos o colheita normal, que foi o primeiro rótulo desta marca e o  Premium Selection.  A imagem de Março é um upgrade destes  rótulos. É um produto que representa o vinho  de mais alta gama desta empresa.
Rótulo Premium Selection do Chão da Quinta
*produzidos na VOX
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Imagem de Fevereiro

Em Consonância com a nomeclatura da marca, neste rótulo utilizamos papel pintado com cor terra onde se visualizam linhas que querem representar curvas de nível, bem como os patamares e socalcos do Douro, região do qual esse próduto é proveniente. É um produto de gama média, mas que nem por isso deixa de ter uma imagem bem cuidada.

 *produzido na VOX
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Imagem do Mês de Janeiro


A marca "invulgar" é um projeto de 5 enólogos e essa invulgaridade sugeriu e delineou o seu conceito. Utilizamos um material novo , não comum na rotulagem. Esse material é uma película metálica a que depois, por processos técnicos, simulamos o efeito de estanho. Essa invulgaridade também é sugerida de certo modo com o último "R" em posição não convencional. Além do processo de simulação do estanho, foi utilizada cunhagem e sombreamento nos elementos. Um rótulo que, acreditamos, chama a atenção pela sua invulgaridade.

*produzido na VOX
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Imagem do Mês de Novembro

Azulejo em Arte nova - Aveiro
Chenopodium Murale é a designação botânica da erva conhecida por Pé de Ganso, existente no Vale Dom Pedro, sítio onde estão implantadas as vinhas que deram origem a este vinho.
Fazendo uma associação à estética da Arte Nova, onde eram utilizados elementos orgânicos, plantas e animais , quisemos recordar neste  rótulo da Bairrada, região onde a Arte Nova está presente, este período estético . O rótulo envolve toda a garrafa como a querer proteger um conteúdo precioso. A imagem que ilustra o rótulo pode sugerir um pássaro formado por linhas sinuosas associada às plantas.O rótulo é todo branco, trabalhado em alto relevo , fazendo lembrar as cantarias do período da arte em que nos inspirou.Uma imagem de aspecto jovem, como o produtor, e, ao mesmo tempo limpa e elegante.

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Imagem do Mês de Dezembro

A imagem de Dezembro faz parte do projeto "Rumo ao Centenário" da Caves São João, e, constitui a 4ª edição deste projeto que teve início  em 2000, quando a Caves São João completou 90 anos, e será concluído em 2010, quando essa empresa completará 100 anos.Trata-se de uma coleção de garrafas onde cada uma marca um acontecimento correspondente a uma década. Começamos com a década de 1920-1930, ano em que a empresa foi fundada, com um rótulo que representa o início do cinema falado. Na década de 30-40 fizemos uma imagem alusiva à polémica transmissão de rádio do Orson Wells  . A carta das Nações Unidas dobrada em forma de um pássaro(tsuro), que representa paz e esperança, ilustrou a década que, para nós, foi a mais difícil, 40-50. Em Dezembro, Os anos 50, ou "Anos Dourados" serviram, de suporte para o conceito da década de 50-60.


Com o fim dos anos de guerra e do racionamento de tecidos, a mulher dos anos 50, no início da década, torna-se mais feminina e glamourosa. Metros e metros de tecido eram gastos para confeccionar um vestido, bem amplo e na altura dos tornozelos. A cintura era bem marcada e os sapatos eram de saltos altos, além das luvas e outros acessórios luxuosos, como peles e jóias.

Dois estilos de beleza feminina marcaram os anos 50: o das ingênuas chiques, encarnado por Grace Kelly e Audrey Hepburn, caracterizado pela naturalidade e jovialidade e o estilo sensual e fatal, do qual as atrizes Rita Hayworth, Ava Gardner e as pin-ups, loiras e com seios fartos, são ótimos exemplos. Entretanto, os dois grandes símbolos de beleza da década de 50 foram Marilyn Monroe e Brigitte Bardot, que eram uma mistura dos dois estilos - a devastadora combinação de ingenuidade e sensualidade.
A indústria do jeans floresce.  Todos usavam um mesmo estilo de roupa. Assim, é a partir desse momento de massificação que o ideário rebelde passa a ser construído.
O cinema lança a moda do garoto rebelde, simbolizada por James Dean, no filme "Juventude Transviada" (1955), que usava blusão de couro e jeans. Marlon Brando também sugeria um visual displicente no filme "Um Bonde Chamado Desejo" (1951), transformando a camiseta branca em um símbolo da juventude rebelde que na época da alta costura lança um visual mais “largado” como contestação do que lhes era imposto. Já na Inglaterra, alguns londrinos voltaram a usar o estilo eduardiano, mas com um componente mais agressivo, com longos jaquetões de veludo, coloridos e vistosos, além de um topete enrolado. Eram os "teddy-boys”.
 A juventude dos anos dourados adotou o rock and roll como estilo musical e elegeu grandes ídolos como, por exemplo, o maior deles, Elvis Presley. A nova música, com um contratempo acentuado e um ritmo dançante, afirmava ainda mais essa rebeldia surgida na década e trazia uma atitude mais revolucionária. Era uma música rebelde para uma juventude rebelde.

A imagem para este vinho trás muitos poás, ou bolinhas, padrão típico dos tecidos femininos. A caixa é toda confeccionada em papel que imita tecido com bolinhas pretas e brancas na parte da frente no exterior, e brancas e pretas interiormente e nas laterais. Além da imagem de figuras marcantes, o rótulo faz alusão ao cinema. Pela maneira como são colocadas as bolinhas, lembra-nos as fitas dos filmes. A caixa é toda em preto e branco e a cápsula também. O rótulo tem uma transicão das figuras a preto e branco que passam, em determinado momento, a coloridas. O resultado disso é uma imagem com as cores, a alegria, o movimento e um pouco da sensualidade característica desta que foi a década de 50-60. 



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Imagem do Mês de Outubro

O desafio desta marca foi construir uma imagem com elementos que nos reportasse a pessoa do Sr. Luíz Costa, o "Senhor dos Vinhos da Bairrada". Para isso, fomos a casa onde ele habitava, uma mansão lindíssima em Anadia.
Percorremos toda a casa fotografando tudo que havia de interesse e que fizesse lembrar o Sr. Luiz.
Na biblioteca, muitos livros de diversos autores e muitos textos escritos por ele. Por toda casa, esculturas em pedra e objetos com detalhes com uvas que ele colecionava. No salão de festas , pendurado na parede, um diploma com letras bonitas de uma confraria de Bordéus.

A nossa descrição termina na entrada, ou, nas entradas da casa, onde em toda porta, muitas portas, havia um mesmo batente, batente este que ele encontrou algures onde se vendia peças de demolições.
A porta é a entrada da casa, e, por isso, achamos por bem que o rótulo levasse , em primeiro plano, o batente, que com detalhes de cachos de uvas, como o Sr. Luiz gostava, convida as pessoas a penetrar numa marca que leva o seu nome. Por trás do batente, em cunho, o lettering que encontramos no diploma de Bordéus nos trás a lembrança de um homem que amava o vinho, um enófilo que dedicou boa parte da sua vida a esta bebida.

Trata-se de um espumante que pedia uma imagem elegante, discreta e clássica, como o slogan da empresa que o representa.
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Imagem de Abril



Quando foi feito o levantamento das instalações da Quinta do Piloto, observamos um elemento interessante e repetitivo na sua construção, o remate superior da fachada. Foi assim, e baseado neste elemento diferenciado, que nos apoiamos para desenvolver o conceito gráfico da rotulagem e identidade visual desta empresa. A imagem do rótulo baseia-se ainda em elementos gráficos clássicos apoiados na sua forma trapezoidal sugerida pela própria garrafa. Por ser um vinho branco destinado ao mercado alto, foi utilizado um papel texturado adaptado à prova do gelo e da água. A casta roxo,  como casta em extinção, justifica os elementos clássicos utilizados na imagem.
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Imagem do Mês de Setembro

O briefing para esta marca, "Volteface", nos solicitava uma imagem diferente, clássica, ousada e que , para além destas características, também denotasse um pouco de romantismo. Um vinho que se diferenciasse na prateleira.
Seria, para nós , mais um desafio.
Quando a ideia da máscara surgiu, fomos até Veneza em busca de inspiração, e , de volta a Portugal com algumas máscaras venezianas na cabeça, surge o rótulo depois de algum tempo e,  como não poderia deixar de ser, dourado, impresso em papel que imita ouro envelhecido com muitos cunhos e alguns detalhes perolados. Este é um vinho de gama alta que será comercializado por garrafeiras e que , provavelmente, será servido em  momentos muito especiais.
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Imagem do Mês de Agosto



Piano é uma marca forte, e como tal, criamos uma imagem limpa para representar o objeto que corresponde à marca. Por ser um vinho de entrada de gama, pensamos em fazer uma imagem direta da marca, para isso recorremos a  uma impressão gráfica simples com o verniz braille na palavra "Piano" e estampado nas teclas. Embora sejam mostradas apenas parte das teclas, imaginamos que tal como as teclas de um piano, de onde saem notas melodiosas para os ouvidos , com certeza, sairão notas saborosas deste vinho.
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Imagem do Mês de Maio

 A Imagem do Pai Abel foi feita tendo como base o conceito da imagem já utilizado pela Quinta das Bágeiras há algum tempo. Achamos por bem aproveitar a ideia do rótulo picotado nas marcas desta empresa e adaptamos ao paradigma de um selo, onde rótulo e contra rótulo estão juntos na frente da garrafa, embora "teoricamente" o contra rótulo possa ser separado do rótulo através de um picotado no terço inferior do rótulo. Neste terço encontra-se um carimbo que justifica o paradigma do selo e enfatiza o nome da marca "Pai Abel Chumbado", que não tem conotações negativas, antes pelo contrário.
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Imagem do Mês de Junho


Esta imagem trás o conceito das "Imagens Impossíveis". Para chegar a esse conceito, partimos do logotipo da empresa que é representado por uma rosa azul.Percebemos no logotipo a impossibilidade de existência de uma Rosa azul e da busca por algo impossível, " a perfeição".  A busca da perfeição de um vinho é simbolizada através das imagens impossíveis que ilustram os rótulos desta empresa. No ano passado fizemos o Ninfa branco, tinto e Lapa dos Gaivões tinto, neste ano fomos chamados a dar continuidade a sequência dos rótulos com o Ninfa escolha e Lapa dos Gaivões Grande Reserva.

Os rótulos são sofisticados e ao mesmo tempo modernos e lúdicos, o que traduz o carácter da empresa formada por duas gerações.


O rótulo  Ninfa Tinto, trás um pergaminho , onde supostamente estaria escrito a história da Ninfa.

O pergaminho está dobrado ou enrolado?
O Ninfa Escolha trás o que seriam os supostos cabelos da ninfa

Onde começam e acabam os cabelos?








Lapa dos Gaivões é um conjunto de rochas com pinturas rupestres Localizadas na Serra dos Louções
A imagem trás um nivelamento destas rochas.

Quantos sólidos há nesta imagem?






Os aneis da ninfa se entrelaçam por fora ou por dentro?














Assista abaixo um vídeo explicativo desta série de imagens:

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Imagem do Mês de Maio



A Imagem do Hibernus, palavra latina que significa inverno, foi baseada na tiragem deste Espumante que ocorreu no inverno nos meses de Fevereiro e Março, período zodiacal do signo de "Peixes "  que está representado no rótulo através de um traço horizontal e duas curvas laterais.
A garrafa escura, com design maciço,  nos dá a ideia de inverno, a gargantilha da cápsula leva a assinatura do enólogo e toda roupagem foi pensada num vinho que vá denotar caráter e elegância.



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O Conceito na Imagem dos Vinhos

Um conceito forte é um passo decisivo para o sucesso do projeto a desenvolver. Segundo este, são definidas regras que são consequência de uma pesquisa sobre um determinado tema ou ideia. O Conceito define uma história que está inserida na mensagem que se pretende transmitir e é baseado numa fundamentação que deriva da marca. Assim, poderemos encontrar a respectiva fundamentação do conceito em quatro vertentes: direta, indireta, subentendida e abstrata.

Fundamentação direta - é aquela que está diretamente associada à imagem ou ao objeto que representa a marca.

Fundamentação indireta - elimina alguns pressupostos demasiadamente evidentes para se concentrar em alguns elementos que os substituem.

Fundamentação subentendida - a imagem real é eliminada dando lugar a outra que poderá ter o mesmo significado.

Fundamentação abstrata - elimina toda a representação visual da imagem ou objecto transformando-a em códigos. 

Cabe ao designer decidir o tipo de fundamentação que irá utilizar de acordo com a marca versus mercado.




Casos práticos

Fundamentação Direta
Utilizamos a fundamentação direta no conceito desta marca que resultou na imagem do Moinho, tão comum na paisagem da Estremadura, embora representado através de um catavento.

Fundamentação Indireta
A imagem da Quinta do Mourão foi baseada num texto do século XIX e num brasão do século XIV existente numa capela da quinta. Fomos buscar no brasão, o desenho de uma estrela de cinco pontas , e, através desta estrela, representamos as 5 Quintas da empresa. Uma das pontas é destacada e representa a Quinta Mãe, ou seja, a Quinta do Mourão. Os socalços do Douro também estão representados na forma dos braços da estrela.
O produto comercializado desta empresa é destinado ao segmento alto. Privilegiamos, o aspecto cultural e a tradição de família no fabrico do vinho. O slogan construído para essa empresa " Há tradições que se cultivam" insere em si todo o conceito de imagem desenvolvido.


 Fundamentação Subentendida
No rótulo da Quinta de São Tiago, toda a Quinta e a região onde ela está inserida está representada por um cristal de gelo que simboliza o frio e a neve da Serra da Estrela.

Fundamentação Abstrata

No rótulo Alfocheiro de Tazen, as curvas do brasão do logotipo estão representadas de forma abstrata no cortante do rótulo.

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A Escolha do Rótulo


O mercado dos vinhos vem crescendo e esse crescimento tem gerado novos consumidores com novos estilos, novos gostos, o que nos dá novas possiblidades de  desenvolvimento dos rótulos, ao mesmo tempo que deixa o produtor embaralhado diante de tantas ofertas de conceitos e imagens. Neste post, tentaremos organizar os estilos existentes, de forma a contribuir na escolha do rótulo mais adequado para uma determinada marca.


Poderemos considerar, no mercado atual,  três principais tipos de correntes estéticas/formais no que diz respeito ao rótulo:

a) O clássico - Caracteriza-se por uma postura estético /formal, que tanto pode utilizar tendências decorativas exacerbadas, como tedências "minimalistas acentuadas". São destinados a marcas antigas onde observamos
a necessidade de um restyling, ou seja, adaptação do antigo existente aos padrões de estética atuais.
Os rótulos clássicos também são muito utilizados nos mercados fidelizados habituados com este tipo de imagem e que, entretanto, pretendem continuar a transmitir tradição e ancestralidade em suas novas marcas.




















b) O exótico/exuberante - Caracteriza-se pela utilização de elementos de fascinação bastante significativos que podem ser caricaturizados ou não. Para este tipo de rótulo, geralmente se utiliza imagens  de animais, objetos marcantes, letring arrojado, figuras do mundo infantil, etc. São destinados ao mercado jovem e produzem sentimento de aventura, descoberta e afetividade.



















c) O minimal - Caracteriza-se pela simplicidade gráfica, cromática e decorativa. Insere- se  no contexto atual da estética urbana e moda. Sendo mais assimilado por mercados intelectualizados, destina-se ao mercado médio e médio alto.


















As caracterizações do target (o setor do mercado a que se destina o produto), de cada uma das tipologias acima referidas, influenciam na aceitação ou rejeição da imagem, e devem ser consideradas e analisadas com bastante atenção no primeiro momento  da elaboração de um projecto. A partir daí, é que se define tipo de  rótulo mais adequado à marca e aos interesses do produtor.
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O Rótulo


Gostaria de fazer neste post,  apenas a introdução de um assunto que, devido a sua importância, estará sempre em destaque nas nossas conversas: " O Rótulo"

O rótulo é o elemento do packaging mais associado à imagem do vinho. Pela sua reduzida dimensão, é o maior desafio para quem trabalha nesta área. Ele deverá conter em si toda uma carga informativa que cative, através da sua estrutura de composição gráfica, a apetência do mercado ao produto.
É o rosto de uma marca ou produto, é a parte da vestimenta da garrafa que está mais diretamente ligada ao consumo, quase nos atreveríamos dizer que é o bilhete de identidade da empresa, através dele se poderá mostrar a estratégia ou política empresarial, a boa ou menor qualidade do produto, a maior ou menor fidelização do cliente, é o elemento sensível da área dos vinhos.
É fácil verificarmos quando pesquisamos tendências e produtos que os canais de informação dão um realce especial ao rótulo, nele poderemos utilizar processos ou técnicas que não serão possíveis em outros elementos do packaging, enriquecendo-o, portando, com propostas poéticas e plásticas, transformando-o  num elemento de fascinação.
Por utilizar processos criativos e estéticos, embora com uma função calculada de atingir um objectivo e e destinado à produção em série, poderia ou deveria ser encarado como uma pequena obra de arte num espaço reduzido.
Para este elemento, existem vários tipos de papel e técnicas que em um outro momento abordaremos.

Como deve ser um rótulo e a sua importância no contexto actual da filosofia de Mercado:

1. deve atrair a atenção.
2. deve informar
3. deve sugerir o que se pode esperar da qualidade do conteúdo

Sabe-se, que mais da metade dos consumidores compram um vinho pela primeira vez, guiando-se apenas pela imagem.Fazem as suas compras por impulso. É o mercado mais dificil de trabalhar, satisfazer e cativar.
É o triunfo da imagem sobre o conteúdo, em questões de aceitação dos produtos pelo mercado.
Também é lógico, que se considere que uma garrafa por melhor que seja o seu conteúdo, se não tiver um bom rótulo não vende.
A imagem converte-se assim no mais importante fator para a aceitação do vinho. Deve fascinar e transmitir sonhos, pois a mudança dos hábitos de beber vinho, faz com que hoje em dia esse consumo seja reflexo de um estilo de vida.
(António Quintas)
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Foto para vinhos: Como reconhecer uma boa foto para vinhos


Foto de composição propositadamente sub exposta

Hoje em dia, a publicidade exige da equipa designer/fotógrafo, muito mais do que exigia há alguns anos atrás. A criatividade, a estética, o conceito do produto e o que se quer transmitir é que vão balizar aquilo que seria considerado uma boa fotografia para um determinado tipo de produto.
Não fugindo aqui do que seria considerado o usual, mas também deixando em aberto a criatividade da equipa, vamos tentar analisar quais são os requisitos para uma "boa" fotografia de vinho.
Primeiramente , gostaria de colocar os três tipos de fotos mais usadas no sector: Fotografia de garrafa em pé, fotografia de pormenor e fotografia de composição.


Fotografia de garrafa em pé - Geralmente utilizada nas fichas técnicas, estas fotos devem reproduzir o produto tal qual ele é. Deve ter-se em atenção à fidelidade das cores, ou seja, as cores na imagem fotográfica devem ser fiéis ao produto em si, para que o consumidor saiba reconhecer na montra o produto que ele viu através de uma imagem. A marca deve ser bem visível na foto, bem focada e limpa. É desejável que uma boa fotografia de garrafa em pé tenha todas as letras das palavras e textos limpas e legíveis num tamanho A4. O brilho ou a luz não devem prejudicar a leitura, nem "queimar" o lado onde incidem. Aqui, faz-se uma exceção às palavras escritas em dourados ou prateados em que, nestes casos, será impossível para o fotógrafo fazer uma imagem realçando o brilho da impressão de ouro ou prata nas letras, sem que haja alguma perda na leitura.
Uma boa foto de vinho também costuma deixar visível os trabalhos de cunho, braille e textura do papel, quando estes existem,
os detalhes de impressão da cápsula também não devem ser esquecidos, afinal, o objetivo da imagem feita através da fotografia é reproduzir o produto tal qual ele é.
A fotografia de garrafa em pé vem sendo usada com muita frequência em fichas técnicas, roll ups, lojas on line, publicidades, sites, enfim, costuma ser, talvez pela sua versatilidade e objetividade, a fotografia mais utilizada na área dos vinhos.

Foto de Pormenor com foco seletivo
Fotografia de pormenor - Este tipo de fotografia já permite ao fotógrafo/designer criar um ambiente mais intimista usando a luz para esse propósito. Fotos com a luz esteticamente "estourada" ou propositadamente sub expostas (um pouco escura) muitas vezes podem criar o ambiente desejado pelo fotógrafo/designer, ou um efeito bonito e interessante, quando usada por quem entende de composição fotográfica. Aliás, neste tipo de fotografia deve se ter atenção muito especial à composição. Aqui, não basta apenas enquadrar o rótulo no visor da máquina fotográfica. Tenho visto neste tipo de fotografia muitos erros  no que diz respeito à composição, o que resulta numa imagem sem graça e até mesmo feia.
Embora se façam fotos de pormenor onde o rótulo poderá aparecer totalmente focado, costuma-se também ver neste tipo de fotografia, o pormenor que se quer mostrar bem focado (foco seletivo) seguindo-se de um desfoque intencional que confere profundidade e realça a volumetria da garrafa que está por trás do rótulo. Neste tipo de foto, algumas letras e textos contidos no rótulo poderão aparecer ilegíveis.
O que caracteriza uma "boa" fotografia de pormenor é a composição e, como na foto de garrafa em pé, que se façam visíveis os trabalhos de cunho, verniz braille e textura do papel, quando existentes. Este tipo de fotografia é muito utilizada nas publicidades em geral e chama a atenção do consumidor para a marca ou para um detalhe qualquer existente na imagem do rótulo.
Fotografia de composição
Fotografia de composição - São imagens feitas em conjunto com o designer em que há uma cena, cenário ou elementos para se criar um ambiente ou fortalecer um conceito. As fotos de composição podem também ser utilizadas juntamente com desenhos e grafismos e exige criatividade da equipa, muita técnica por parte do fotógrafo e, em muitos casos, a junção de programas vetoriais(desenhos) com programas de imagem (foto).
Essas imagens são muito utilizadas nas publicidades.

Finalmente, gostaria de sugerir a leitura do post Como escolher o Brilho da Garrafa para complementar as informações deste post.  

Mais alguns exemplos de fotos:


Foto de composição com grafismos


Foto de composição


Foto Pormenor sem foco seletivo

Foto Garrafa em Pé


( Moema Quintas)


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Bag in Box


Produto que veio substituir os antigos garrafões  pela sua praticidade e plasticidade, reduzindo o espaço necessário de estocagem com acentuadas melhorias de conservação do produto , já que este é embalado a vácuo.

É simultâneamente garrafa e caixa, eliminando-se assim a rolha, o rótulo e a cápsula. Apenas é utilizado em vinhos de baixa gama, não só pela especificidade do produto, como também, e ainda, pela aceitação nos públicos por esse tipo de embalagem.

O tratamento gráfico a desenvolver nesses casos, não só por que as dimensões existentes são de 5, 10 e 20 litros, mas também atendendo a tipologia do produto/ mercado, deverá ser desenvolvido segundo conceitos baseados numa acentuação, quer através da cor, quer através de elementos plásticos que compõem a comunicação.

Contudo, essa embalagem, acreditamos, poderá condicionar produto de melhor qualidade. Nos países nórdicos esta tendência já se verifica, mas, nos países produtores de vinho por excelência , a mística da garrafa e todo ritual de sua abertura à mesa, continua associada a esta cultura.

É óbvio que não queremos com isso dizer que deveremos colocar um vinho que foi tratado em casco de madeira ou que precisa de estágio em garrafa, numa embalagem do tipo bag in box, mas, esta embalagem continuará a ser sempre mais económica para o produtor e consumidor e continuará a ter  custos reduzidos ao nível de produção, armazenamento e transporte.

No panorama nacional, o bag in box, por ser um produto que se destina a um mercado específico, não tem vindo a apresentar soluções gráficas e estéticas como já se verifica nas garrafas.Mas, acredito que com o mercado do vinho em expansão, a tendência será de maior cuidado por parte dos produtores e maior exigência, por parte dos consumidores, o que irá requerer do designer um maior esforço de desenvolvimento projetual e criativo
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